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Imagem da capa do livro “O Esplendor da Austeridade”.

Apresentação de “O Esplendor da Austeridade”

11-02-2012

A Rota do Românico tem a honra de convidar V. Exa. para a apresentação da obra “O Esplendor da Austeridade”, dirigida por José Eduardo Franco, que decorrerá no dia 11 de fevereiro, sábado, pelas 14h30, no Mosteiro do Salvador de Travanca, em Amarante.

A apresentação contará com a presença do diretor da publicação, José Eduardo Franco, do Presidente da VALSOUSA – Associação de Municípios do Vale do Sousa, Alberto Santos, e da Diretora da Rota do Românico, Rosário Correia Machado.

Para o final da apresentação está reservado um momento musical pela banda “Ai Deus e u é”, formada por elementos do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa .

A recordar a cantiga de D. Dinis, o grupo pretende musicar diversos poemas da literatura portuguesa, contando já com um repertório que vai desde a medievalidade à época contemporânea.

Atuando com duas guitarras, vozes, percussão e flauta, estiveram presentes em diversos acontecimentos culturais, sempre com uma ótima recetividade do público.



“O Esplendor da Austeridade: Mil Anos de Empreendedorismo das Ordens e Congregações em Portugal: Arte, Cultura e Património”

As ordens religiosas e o seu valioso património constituem uma dimensão importante da paisagem cultural e simbólica do nosso país. A importância e impacto modelador da “omnipresença” do pessoal monástico no tecido social da nossa história multissecular estão bem ilustrados tanto na monumentalidade do património edificado que tem resistido à erosão do tempo e da ação do homem político nos seus antagonismos e cumplicidades com esta herança, como na paisagem literária e cultural.

O curso da História de Portugal ficou marcado pela presença constante das ordens religiosas - militares, contemplativas, canonicais e mendicantes - e pelo papel determinante que representaram na fundação do Reino e na expansão portuguesa, terrestre e marítima. Podemos afirmar que houve, desde os primórdios do projeto político da construção do Reino chamado de Portugal, um casamento ou contrato de cooperação íntima entre ordens religiosas e o ideário de edificação de um país com uma língua e uma identidade cultural próprias. Desligar as ordens religiosas deste processo é perder uma parte relevante da nossa história.

O “Esplendor da Austeridade” é o ponto de síntese, altamente ilustrado e destinado ao grande público, do trabalho que tem vindo a ser realizado, de há dez anos a esta parte, por uma equipa de investigadores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua investigação visa o conhecimento mais global e aprofundado da história da experiência monástica cristã materializada em instituições pluriformes que se metamorfosearam em diferentes expressões e contextos ao longo da história portuguesa.