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PROVERE da Rota do Românico

PROVERE da Rota do Românico

A Rota do Românico apresenta-lhe, aqui, um vasto conjunto de informações relativas ao PROVERE - Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos.

A VALSOUSA – Associação de Municípios do Vale do Sousa, entidade gestora da Rota do Românico, apresentou uma candidatura cujo reconhecimento formal, enquanto Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE, ocorreu em cerimónia pública, no dia 29 de Julho de 2009, no Centro de Congressos de Lisboa.

O PROVERE pretendeu estimular iniciativas de agentes económicos que, juntamente com a Rota do Românico, corporizassem um Programa de Ação visando a inovação e a qualificação das empresas e o desenvolvimento integrado da região, através do estabelecimento de parcerias necessárias para as suas concretizações.

Objetivos
A Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE da Rota do Românico teve como objetivo principal a valorização do património arquitetónico românico, complementado pelo da sua envolvente natural, existente nos concelhos do Vale do Sousa: Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel.

Constituíram, igualmente, objetivos da citada Estratégia:
- Governança do território: criação de uma estratégia, assente numa parceria, que envolva agentes públicos e privados em torno de objetivos comuns;
- Valorização dos recursos endógenos centrados na Rota do Românico: implementação de estratégias criativas de valorização económica dos recursos associados ao património românico;
- Assegurar um standard de qualidade dos serviços: desenvolvimento de um mercado de produtos e serviços inovadores, capaz de garantir uma oferta de excelência aos turistas e visitantes da região;
- Qualificar o território e construir uma imagem atrativa e distintiva: melhorar a imagem interna e externa do território, aproveitando os efeitos positivos da Rota do Românico e da estratégia de valorização dos recursos endógenos;
- Desenvolver uma cultura de marketing e de comunicação: criação de um movimento de rede que contribua para o aumento da coerência e sustentabilidade dos projetos.

Projetos
Esta Estratégia PROVERE concretizou, até 2015, cinco grandes projetos-âncora:
- Dinamização Cultural e Turística da Rota do Românico;
- Conservação e Requalificação do Património da Rota do Românico;
- Implementação do Sistema de Monitorização e Certificação do produto Turístico-Cultural Rota do Românico;
- Salvaguarda e Valorização do Território e do Património Vernacular e Intangível;
- Dinamização da Estrutura de Gestão do Consórcio PROVERE da Rota do Românico.

A Estratégia contemplou ainda um conjunto de mais de uma centena de projetos promovidos por parceiros da Rota do Românico, de natureza pública e privada, que contribuíram para o enriquecimento e sucesso da iniciativa PROVERE. A adesão destes parceiros ao PROVERE da Rota do Românico foi formalizada com a assinatura do contrato de consórcio em janeiro de 2009.

Parceiros
A EEC PROVERE da Rota do Românico, liderada pela VALSOUSA - Associação de Municípios do Vale do Sousa, entidade gestora da Rota do Românico, assenta num trabalho em rede, na qual participam mais de uma centena de entidades públicas e privadas da região.

Entidades públicas
- VALSOUSA - Associação de Municípios do Vale do Sousa;
- Câmaras Municipais;
-
Empresas Municipais;
- Juntas de Freguesia;
-
Instituições de ensino.

Entidades privadas
- Empresas da fileira agrícola que encontraram na disponibilização dos seus produtos novas formas de rentabilização e de dinamização da sua atividade;
- Empresas de animação turística
que pretendem alargar o âmbito das suas atividades e/ou o seu território de atuação;
- Entidades promotoras de empreendimentos turísticos
que procuram alargar o leque e a qualidade da oferta de serviços e que pretendem uma melhor rentabilização da sua ocupação;
- Novos empreendedores:
promotores já instalados no território, que pretendem mudar ou diversificar a sua atividade económica, e empresários que procuram uma oportunidade para incrementarem a sua atividade.

Território
O Vale do Sousa é uma sub-região, integrada na NUT III – Tâmega, da qual fazem parte os concelhos de Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel, num total de 144 freguesias.

Com uma área de aproximadamente 766,80 km2, correspondendo a 3,6% da região Norte, o Vale do Sousa é um território heterogéneo, de transição entre a Área Metropolitana do Porto e o interior da região Norte.

Segundo dados do INE de 2010, aqui reside 9% da população (339.616 pessoas) da região Norte, o que se traduz numa densidade populacional de 442,9 habitantes por km2, muito acima da média do Norte (177 hab./km2). De destacar o peso dos jovens - quase 20% da população -, valor superior à média nacional (15,5%), acompanhado por um envelhecimento demográfico muito inferior ao da restante região Norte e ao do Continente.

Apesar de possuir uma grande vitalidade demográfica, esta sub-região é, contudo, marcada por um conjunto de debilidades sociais, económicas e territoriais. Caracteriza-se pela crescente concentração da população nos centros urbanos, despovoamento das áreas rurais e processos de urbanização difusa, com implicações negativas ao nível da organização e coesão territorial.

A sua estrutura económica assenta numa industrialização recente, com a indústria transformadora a empregar cerca de metade da população ativa, predominando os setores do calçado, em Felgueiras, têxtil, em Lousada, madeira e mobiliário, em Paços de Ferreira e Paredes, e exploração de granitos, em Penafiel. Apenas Castelo de Paiva evidencia uma lógica de desenvolvimento semelhante às áreas de predominância rural.

Apesar de gozar de uma relativa proximidade da Área Metropolitana do Porto, o Vale do Sousa não tem conseguido fixar o valor acrescentado ali gerado, nem tem sido capaz de atrair novos fluxos. O incipiente recurso à tecnologia, o uso de mão-de-obra intensiva e com baixas qualificações escolares e profissionais poderão ser apontados como causas e consequências destes entraves.

Todavia, este território detém uma grande riqueza de recursos endógenos que, apesar das elevadas potencialidades para o desenvolvimento socioeconómico, se encontra ainda deficitariamente aproveitada, nomeadamente ao nível do turismo. É, portanto, um território não de baixa densidade demográfica, mas de baixa densidade “relacional”, que se traduz em empresas de reduzida dimensão, ausência de movimentos associativos e instituições públicas pouco dinâmicas. Trata-se, por isso, de um território de baixa densidade de projetos, de competências, de capacidade de inovação, de organização e, consequentemente, de iniciativas.

A Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) PROVERE da Rota do Românico pretendeu ser a alavanca de um novo modelo de desenvolvimento para este território. Nesse sentido, a concretização desta estratégia passou pela valorização do património românico e pela sua integração com outro património local (cultura, tradições e paisagem) com forte carga simbólica, identitária e diferenciadora, pela dinamização da atividade turística promovida pela Rota do Românico, e por assegurar um patamar de qualidade uniforme dos bens e serviços disponibilizados aos turistas e visitantes da região, através da organização de produtos turísticos estratégicos e do reforço da sua atratividade e competitividade.