Rota do Românico do Vale do Sousa
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Imagem da apresentação do Plano de Promoção da Acessibilidade da Rota do Românico na Igreja de São Mamede de Vila Verde.

RRVS: Plano de Acessibilidade

21-07-2009

O Plano de Promoção da Acessibilidade da Rota do Românico do Vale do Sousa (RRVS) foi apresentado na manhã do dia 20 de Junho, na Igreja de São Mamede de Vila Verde, em Felgueiras. Conheça as principais acções deste Plano.

Este evento contou com as presenças do presidente da VALSOUSA - Associação de Municípios do Vale do Sousa, Alberto Santos, do representante da Rota do Românico, Augusto Costa, da coordenadora do Plano de Promoção da Acessibilidade da RRVS, Paula Teles,  e dos vereadores do pelouro do turismo dos Municípios de Lousada e Paços de Ferreira, Cristina Moreira e Joaquim Pinto, respectivamente.
 
O Plano tem por objectivo final apresentar, até ao fim do presente ano, propostas que contribuam para a melhoria da acessibilidade/mobilidade de todos os cidadãos aos monumentos da Rota do Românico. Entre estes cidadãos contam-se os portadores de algum grau de deficiência ou com mobilidade reduzida, tais como grávidas, crianças, idosos, pais com carrinhos de bebé e pessoas temporariamente incapacitadas ou mesmo deficientes.
  
Este Plano incluirá a realização de estudos, de natureza multidisciplinar, que abordarão a temática da promoção da acessibilidade aos monumentos, ao espaço público envolvente, aos transportes públicos, à comunicação e às novas tecnologias (infoacessibilidade).
 
O Plano de Promoção da Acessibilidade vai procurar envolver as populações, as associações e as entidades locais de modo a inserir dinâmicas capazes de manter este desígnio cívico de integração na agenda de trabalho de toda a comunidade.
 
Outra componente deste Plano passa também pela dinamização de acções de formação e sensibilização dirigidas a técnicos envolvidos na protecção, valorização e gestão do património histórico, técnicos da administração local, técnicos/profissionais ligados às áreas dos transportes, do comércio, do turismo e da acção social, estudantes, entre outros. Uma dessas acções, denominada “Acessibilidade e Património”, já decorreu em Junho e contou com a participação de meia centena de formandos.
  
Ainda durante este mês, a Rota do Românico vai promover uma visita de trabalho à localidade de Palência, em Espanha, com o objectivo de conhecer uma experiência de referência e um modelo de “boas práticas” no contexto da promoção da acessibilidade ao património histórico-cultural.
  
Outra das acções integrantes deste Plano é a produção de alguns materiais de informação da Rota do Românico destinados às pessoas portadoras de alguma deficiência ou incapacidade, nomeadamente brochuras em Braille, vídeos com linguagem gestual e legendados, entre outros.
 
Em paralelo, a Rota do Românico vai igualmente dotar os onze sítios na Internet coordenados pela VALSOUSA de uma ferramenta que vai possibilitar, em tempo real, uma versão falada de alta qualidade dos respectivos conteúdos. Os utilizadores disporão, assim, de uma forma alternativa de aceder à informação Web, podendo escutá-la, de forma gratuita, num computador, num telemóvel, ou ainda num leitor de mp3.
 
Durante a apresentação do Plano, Augusto Costa destacou a importância de “não haver exclusão, nem excluídos do conhecimento, da história, das identidades polissémicas que nos originaram, nos dão ser e existência e nos projectam para o futuro”.
 
Paula Teles, para além de classificar este Plano como “o PDM das acessibilidades”, referiu ainda a “importância civilizacional e prática desta matéria como um direito humano e um paradigma das sociedades contemporâneas”. Classificou também o Plano como uma mais valia económica para o desenvolvimento local e regional uma vez que a procura turística acessível de bens culturais é uma das actuais tendências deste mercado.
 
O presidente Alberto Santos, que também preside à autarquia de Penafiel, referiu que, “para além da componente histórica, cultural, identitária que por si só já valeria o investimento realizado, o retorno na componente das visitas e do turismo tem corrido de forma muito positiva”.
 
Segundo Alberto Santos “o planeamento antes da acção é muito importante porque assim se rentabilizam as intervenções e os resultados previstos. Do mesmo modo o Plano vai permitir ter uma previsão orçamental correcta das intervenções a levar a cabo”.
  
Quanto ao balanço de 10 anos de trabalho da Rota do Românico, Alberto Santos classificou-o como “muito positivo, pois todos os monumentos foram recuperados com rigor arquitectónico e foi consolidada uma marca de qualidade”. Os próximos desafios pensa ser a definição clara do modelo de gestão e o trabalho profissional com os operadores turísticos especializados.
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Links relacionados:
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