A Igreja de Santa Maria de Gondar, no concelho de Amarante, um dos 37 novos monumentos do projeto, será o cenário da efeméride, que contará com a presença do Presidente da VALSOUSA – Associação de Municípios do Vale do Sousa, Alberto Santos, do Presidente da AMBT – Associação de Municípios do Baixo Tâmega, Armindo Abreu, da Diretora da Rota do Românico, Rosário Correia Machado, do Presidente da Junta de Freguesia de Gondar, António Teixeira, e do Pároco da freguesia, Manuel Vilar.
Com início às 15.00 horas, o programa das comemorações inclui uma visita guiada à referida Igreja, inicialmente pertença de um mosteiro feminino da Ordem de São Bento, fundado no século XII, cuja extinção, em 1418, e a consequente construção de uma nova igreja paroquial ditaram a sua paulatina ruína. Apesar das transformações sofridas no século XVIII, a fábrica original desta Igreja, de pequenas dimensões, constitui um bom testemunho de arquitetura românica tardia, conforme atesta o seu portal principal. É de realçar a cachorrada, de decoração geométrica, os seus alçados laterais e as mísulas que acusam a existência de um alpendre no lado sul da Igreja.
Após a visita, serão dadas a conhecer, pela equipa técnica responsável, as obras de restauro e reabilitação previstas para este monumento. Serão também apresentados os vários projetos cofinanciados já aprovados, que possibilitarão, à semelhança do efetuado no Vale do Sousa, concretizar ações no domínio da conceção e produção de materiais informativos e promocionais, bem como da preservação e reabilitação dos novos elementos patrimoniais românicos.
A animação cultural do evento estará a cargo da Tuna, do Grupo de Cavaquinhos e do Grupo de Bombos da Associação Cultural e Recreativa da Tuna de Gondar.
Constituída, na sua génese, por seis municípios – Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel -, a Rota do Românico estendeu a sua base territorial aos restantes seis concelhos da NUT III – Tâmega, numa cerimónia decorrida a 12 de março de 2010, no Mosteiro de Travanca, em Amarante. Na sequência deste alargamento foram integrados 34 elementos patrimoniais, localizados no Baixo Tâmega/Douro Sul, e mais três, no Vale do Sousa.