Sob a temática “Património: um mapa da História”, a Rota do Românico preparou um vasto leque de actividades envolvendo a comunidade na fruição do património da região.
O dia 24, sexta-feira, será inteiramente dedicado ao público mais jovem, nomeadamente à comunidade escolar, que será convidado a participar nas actividades lúdico-pedagógicas a dinamizar nos Centros de Informação da Rota do Românico no Mosteiro de Pombeiro, na Torre de Vilar e no Mosteiro de Ferreira, bem como nas imediações do Mosteiro de Cête.
A sugestão para o dia 25, sábado, é uma visita a alguns monumentos da Rota do Românico. O périplo inclui, durante a manhã, as Igrejas de São Pedro de Abragão, de São Gens de Boelhe e do Salvador de Cabeça Santa. Depois do almoço regional, um momento de deleite proporcionado por um concerto na Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios, seguindo-se uma paragem no Marmoiral de Sobrado. A visita termina com um lanche na belíssima Ilha do Castelo, em Castelo de Paiva.
À noite a música volta a ecoar no programa da Rota do Românico. A Igreja de Santa Maria de Airães, em Felgueiras, é o cenário de um Ensemble de Música Antiga, pelo Grupo de Música Antiga de Paredes.
No dia 26, domingo, a Rota do Românico promove o passeio temático “A Santa Mafalda na Rota do Românico”. O percurso contempla a Igreja de São Pedro de Abragão, cuja cabeceira a tradição atribui à iniciativa de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I considerada beata pela Igreja Católica; à Igreja de São Gens de Boelhe, na qual D. Mafalda estará na origem da sua fundação; à Igreja do Salvador de Cabeça Santa, cujo nome está ligado a uma devoção desta Santa à relíquia de um personagem consagrado que aí se guardaria, a Cabeça Santa; ao Memorial de Alpendorada, ao Marmoiral de Sobrado e ao Memorial da Ermida que, segundo a lenda, terão sido pontos de paragem no translado do corpo de D. Mafalda para o Mosteiro de Arouca.
As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia e têm como missão sensibilizar a população para a importância de proteger, preservar e valorizar o património.
Segundo o IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, coordenador nacional do evento, o mote deste ano – “Património: um mapa da História” assume como objectivo “vincar a estreita relação entre os sítios patrimoniais e os acontecimentos históricos que lhes estão associados”.