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1 - O que é a Rota do Românico?
A Rota do Românico é composta por 58 monumentos localizados nos 12 municípios que compõem a NUT III – Tâmega (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Marco de Canaveses e Resende). O mote para a junção destes monumentos – mosteiros, igrejas, memoriais, pontes, castelos e torres – é a arquitetura românica e a sua relevância no território do Tâmega e Sousa.
2 - Onde está localizada a Rota do Românico?
O território do Tâmega e Sousa abrange os municípios de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Marco de Canaveses e Resende, localizando-se no centro do triângulo de uma região declarada Património da Humanidade: Porto, Guimarães e Vale do Douro.
3 - Como posso chegar?
Os acessos ao Tâmega e Sousa são muitos e rápidos, desde as autoestradas, comboio, barco ou ao avião, já que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, fica a cerca de 30 minutos de distância.
4 - Quando posso visitar?
O Tâmega e Sousa apresenta encantos em qualquer época do ano, podendo os monumentos integrantes serem visitados sem restrições, desde que efetue previamente o contacto com a Rota do Românico para marcação da sua visita. Convém recordar que algumas das igrejas estão abertas ao culto religioso, o qual deverá ser sempre respeitado.
5 - Porque é importante a Rota do Românico?
O Tâmega e Sousa representa um importante período histórico de Portugal – o início da Nacionalidade. O facto de ser já bastante povoado, nomeadamente por algumas das mais relevantes famílias nobres da época e por ordens religiosas conceituadas, fez deste território um dos pilares da Reconquista e da afirmação da Primeira Monarquia. Percorrer os monumentos da Rota do Românico é recuar no tempo, até a uma época em que por estas paragens passavam os reis portugueses, os seus exércitos e algumas importantes batalhas foram travadas.
6 - O que é a arquitetura românica?
A arte românica tem origem nas regiões, hoje francesas, da Borgonha, de Languedoc e do Auvergne, durante a Idade Média. O românico é rico em formas e desenhos, em contraponto ao período anterior mais despojado e que renegara a escultura por ser considerada pagã e idólatra. No Tâmega e Sousa, o Românico assume características únicas, nomeadamente pela utilização prolongada no tempo de temas e inspirações românicas e pelo recurso a temas vegetalistas, ou seja, por imagens de assuntos da natureza nos portais e na decoração dos monumentos.
7 - Quais as diferenças entre Românico, Romano e Romântico?
O Românico é a arte cristã ocidental desenvolvida entre os séculos XI e XIII, que combina elementos bárbaros e orientais com o legado de Roma, de onde provém a designação. Romano era o estado da Antiguidade, formado a partir da cidade de Roma, fundado em 753 a.C. e que vigorou até 510 a. C., sendo governado por sete reis. Depois, e até 31 a. C., Roma ocupou toda a bacia mediterrânica vigorando o regime republicano. O Império Romano perdurou, depois, até 476 d. C. na procura de uma civilização comum para todos os povos. Em 395 o Império dividiu-se, após a morte de Teodósio. O do Oriente permaneceu até 1453, enquanto o do Ocidente soçobrou em 476 às mãos dos bárbaros. Romântico é a designação do movimento literário e artístico dos princípios do século XIX, que procurou romper com o espartilho do neoclassicismo e do academismo, cultivando os seus seguidores o gosto pelos ambientes exóticos, o retorno ao mundo medieval e à exaltação do individuo e da natureza.
8 - Qual a importância desta região para a Nacionalidade?
Das cinco principais famílias nobres que habitavam a região que, mais tarde, viria a constituir Portugal, três detinham aqui importantes terras. Os Ribadouro, os Sousas ou Sousões e os Baião possuíam propriedades, nas quais habitaram homens e mulheres que contribuíram com o seu sangue para a vitória sobre os exércitos mouros que ocupavam a Península Ibérica, e os seus membros cavalgaram ao lado do Conde D. Henrique e dos seus descendentes em batalhas decisivas. O dinheiro dos nobres permitia, ainda, ao Clero e às Ordens Religiosas a edificação de mosteiros e igrejas que serviam para fixar as populações, ao mesmo tempo que os seus mestres contribuíam para a educação dos nobres.
9 - É verdade que Egas Moniz está sepultado nesta região?
Egas Moniz (?-1146) terá sido aio de D. Afonso Henriques, responsável pela sua educação, um negociador nato e um dos responsáveis pela criação de Portugal. O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Paço de Sousa, em Penafiel, cujas inscrições parecem dar razão à lenda que relata o episódio da sua apresentação ao rei de Leão, Afonso VII, de corda ao pescoço, após D. Afonso Henriques se ter recusado a prestar-lhe vassalagem, quebrando uma promessa de Egas Moniz. Não confundir com Egas Moniz (1874-1955), médico português laureado com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina (1944) pelo seu trabalho na descoberta da leucotomia.
10 - Que outras atrações merecem uma visita na região?
O Tâmega e Sousa é rico em património natural, edificado e humano, para justificar uma visita. Conheça as outras atrações no canal Oferta Turística (O que ver e fazer) deste portal.
11 - Que tipo de alojamento existe na região? Como posso reservar?
A oferta da região em termos de alojamento é variada e em crescimento. Neste portal, no canal Oferta Turística, vai encontrar informação sobre onde dormir.
12 - Composta inicialmente por 21 monumentos, a Rota do Românico integra atualmente 57. Quando é que se deu este alargamento?
Em março de 2010 a Rota do Românico alarga-se a todos os municípios da NUT III - Tâmega, passando de seis para 12 membros. Aos concelhos pertencentes à VALSOUSA - Associação de Municípios do Vale do Sousa (Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel) juntam-se os concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Basto, Cinfães, Marco de Canaveses e Resende.
13 - Quais são os novos monumentos da Rota do Românico?
A Rota do Românico passou a integrar mais 34 elementos patrimoniais, localizados no Baixo Tâmega/Douro Sul, e mais dois, no Vale do Sousa. Conheça-os no canal Monumentos deste portal.