Rota do Românico do Vale do Sousa
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1 - O que é a Rota do Românico do Vale do Sousa?
A RRVS é um projecto liderado pelos seis municípios que compõem a sub-região do Vale do Sousa, composta por 21 monumentos que podem ser visitados e usufruídos através de dois grandes percursos – Norte e Sul. O mote para a junção destes monumentos – igrejas, pontes, monumentos funerários e mosteiros – é a arquitectura românica e a influência que esta provocou na implantação de elementos patrimoniais no Vale do Sousa.
2 - Onde está localizada a Rota do Românico do Vale do Sousa?
A sub-região do Vale do Sousa abrange municípios do distrito do Porto (Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel) e de Aveiro (Castelo de Paiva), localizando-se no centro do triângulo de uma região declarada Património da Humanidade: Porto, Guimarães e Vale do Douro.
3 - Como posso chegar?
Os acessos ao Vale do Sousa são muitos e rápidos, desde as auto-estradas, ao comboio, ao barco – via rio Douro ou ao avião, já que o aeroporto internacional do Porto fica a cerca de 30 minutos de distância.
4 - Quando posso visitar?
O Vale do Sousa apresenta encantos em qualquer época do ano, podendo os monumentos integrantes serem visitados sem restrições, desde que efectue previamente o contacto com a Rota do Românico do Vale do Sousa para marcação da sua visita. Convém recordar que algumas das igrejas estão abertas ao culto religioso, o qual deverá ser sempre respeitado.
5 - Porque é importante a Rota do Românico do Vale do Sousa?
O Vale do Sousa representa um importante período histórico de Portugal – o início da Nacionalidade. O facto de ser já bastante povoado, nomeadamente por algumas das mais relevantes famílias nobres da época e por ordens religiosas conceituadas, fez do Vale do Sousa um dos pilares da Reconquista e da afirmação da Primeira Monarquia. Percorrer os 21 monumentos da Rota do Românico é recuar no tempo, até a uma época em que por estas paragens passavam os reis portugueses, os seus exércitos e algumas importantes batalhas foram travadas.
6 - O que é a arquitectura românica?
A arte Românica tem origem nas regiões, hoje francesas, da Borgonha, de Languedoc e do Auvergne, durante a Idade Média. O Românico é rico em formas e desenhos, em contraponto ao período anterior mais despojado e que renegara a escultura por ser considerada pagã e idólatra. No Vale do Sousa, o Românico assume características únicas, nomeadamente pela utilização prolongada no tempo de temas e inspirações Românicas e pelo recurso a temas vegetalistas, ou seja, por imagens de assuntos da Natureza nos portais e na decoração dos monumentos.
7 - Quais as diferenças entre Românico, Romano e Romântico?
O Românico é a arte cristã ocidental desenvolvida entre os séculos XI e XIII, que combina elementos bárbaros e orientais com o legado de Roma, de onde provém a designação; Romano era o estado da Antiguidade, formado a partir da cidade de Roma, fundado em 753 a.C. e que vigorou até 510 a. C., sendo governado por sete reis. Depois, e até 31 a. C., Roma ocupou toda a bacia mediterrânica vigorando o regime republicano. O Império Romano perdurou, depois, até 476 d. C. na procura de uma civilização comum para todos os povos. Em 395 o Império dividiu-se, após a morte de Teodósio. O do Oriente permaneceu até 1453, enquanto o do Ocidente soçobrou em 476 às mãos dos bárbaros; Romântico é a designação do movimento literário e artístico dos princípios do século XIX, que procurou romper com o espartilho do neoclassicismo e do academismo, cultivando os seus seguidores o gosto pelos ambientes exóticos, o retorno ao mundo medieval e à exaltação do individuo e da natureza.
8 - Qual a importância desta região para a Nacionalidade?
Das cinco principais famílias nobres que habitavam a região que, mais tarde, viria a constituir Portugal, duas detinham importantes terras no Vale do Sousa. Os Ribadouro e os Sousas ou Sousões possuíam propriedades, nas quais habitaram homens e mulheres que contribuíram com o seu sangue para a vitória sobre os exércitos mouros que ocupavam a Península Ibérica, e os seus membros cavalgaram ao lado do Conde D. Henrique e dos seus descendentes em batalhas decisivas. O dinheiro dos nobres permitia, ainda, ao Clero e às Ordens Religiosas a edificação de mosteiros e igrejas que serviam para fixar as populações, ao mesmo tempo que os seus mestres contribuíam para a educação dos nobres.
9 - É verdade que Egas Moniz está sepultado no Vale do Sousa?
Egas Moniz (?-1146) terá sido Aio de D. Afonso Henriques, responsável pela sua educação, um negociador nato e um dos responsáveis pela criação de Portugal. O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Paço de Sousa, em Penafiel, cujas inscrições parecem dar razão à lenda que relata o episódio da sua apresentação ao rei de Leão, Afonso VII, de corda ao pescoço, após D. Afonso Henriques se ter recusado a prestar-lhe vassalagem, quebrando uma promessa de Egas Moniz. Não confundir com Egas Moniz (1874-1955), médico português laureado com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina (1944) pelo seu trabalho na descoberta da leucotomia.
10 - Que outras atracções merecem uma visita na região?
A região do Vale do Sousa é abundantemente rica em património natural, edificado e humano, para justificar uma visita. Neste portal da Rota do Românico é possível encontrar uma vasta descrição de outras atracções, das quais se destacam, entre muitas outras, o Castro de Monte Mozinho (Penafiel), a Citânia de Sanfins (Paços de Ferreira), a Mamoa de Brandião (Paredes), a Vila Romana de Sendim (Felgueiras), o Penedo de Vegide (Castelo de Paiva) ou a Casa Romana de Cristelos (Lousada), entre o património edificado; as Minas de Ouro de Castromil (Paredes), o Alto da Senhora do Socorro (Paços de Ferreira), o Choupal das Concas (Castelo de Paiva) ou a Alameda de Santa Quitéria (Felgueiras), entre o património natural; e as festas e romarias, as feiras e exposições que se realizam em todos os concelhos, como algumas das marcas que os homens e mulheres do Sousa fazem perdurar.
11 - Que tipo de alojamento existe na região? Como posso reservar?
A oferta da região em termos de alojamento é variada e em crescimento. Cada concelho possui unidades hoteleiras projectadas, em construção ou em fase de conclusão, as quais irão fazer face à procura que se adivinha ir aumentar. Actualmente, o visitante poderá optar por várias situações, cada uma de acordo com o seu perfil ou de acordo com o tipo de deslocação que pretende fazer. Do parque de campismo ao hotel de cinco estrelas, da pensão mais típica ao spa termal, sem esquecer as casas brasonadas e os solares do turismo no espaço rural, o Vale do Sousa tem uma vasta panóplia de soluções para os desejos mais recônditos dos turistas que o procuram.
12 - Para além das visitas à Rota do Românico o que mais se pode fazer no Vale do Sousa?
A localização privilegiada do Vale do Sousa junto a cursos de água, florestas e vales verdejantes, permite a realização de um conjunto de actividades diversificado. A opção mais simples e bucólica poderá passar por um passeio pedestre, ou mesmo a cavalo, desfrutando da bela paisagem que envolve a região. Por outro lado, poderá aproveitar os cursos de água e atirar-se de cabeça em actividades radicais aquáticas. Se preferir a cultura, a região oferece um aliciante programa de actividades relacionadas com o teatro, a música ou as artes performativas. Se lhe interessam as actividades comerciais e económicas, em todos os concelhos são organizadas feiras temáticas ou sectoriais, capazes de lhe satisfazerem as necessidades ou simplesmente a curiosidade.