O Românico no Vale do Sousa apresenta características que o distinguem do demais existente em Portugal. A autenticidade dos valores tradicionais da região evidencia-se através do património, fruto das características destas terras e das gentes que a habitaram.
A organização do território, no Vale do Sousa, desenvolveu-se por intermédio da instalação de ordens religiosas junto aos cursos de água, pelo poder da Nobreza que protegia os monges e era educada por estes, tendo representado um importante papel na construção da Nação durante a primeira Monarquia.
Os 21 monumentos que compõem a Rota do Românico do Vale do Sousa representam essa diversidade. Quatro mosteiros beneditinos, 10 igrejas, uma ermida, duas pontes, duas torres e dois monumentos funerários dos quais só existem seis exemplares conhecidos em Portugal.
Dois dos mosteiros são estruturantes para a compreensão do restante património que, embora com influências provenientes das melhores escolas nacionais, é dominado pelo Românico de Resistência, ou seja, apesar dos artistas e arquitectos da época já desenvolverem outras técnicas, nomeadamente o Gótico, no Vale do Sousa ainda eram realizadas obras sumptuosas de extrema beleza recorrendo aos princípios do Românico, bebendo de diferentes estilos sugestões e ideias que, de forma expressiva e singular, apenas se podem encontrar nesta região.