Informação Geral
Igreja de Santa Maria de Gondar  
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  • Nome: Igreja de Santa Maria de Gondar
  • Tipologia: Igreja
  • Classificação: Imóvel de Interesse Público, pelo Dec. n.º 95/78, DR, 1.ª série, n.º 210 de 12 setembro de 1978
  • Concelho: Amarante
  • Dia do Orago: Santa Maria - 15 de agosto 
  • Horário da Visita: Por marcação   
  • Serviços de apoio:
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488   
  • Fax: 255 810 709   
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt    
  • Web: www.rotadoromanico.com   
  • Localização:
    Lugar do Mosteiro, freguesia de Gondar, concelho de Amarante, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A24 (Chaves/Viseu), da A7 (Póvoa de Varzim) ou da A11 (Esposende/Marco de Canaveses) siga na direção da A4 (Bragança/Matosinhos). Saia no nó de Mesão Frio/Padronelo da A4. Siga a sinalização da Igreja de Gondar.

     

    A partir do Porto opte pela A4 (Vila Real). Saia em Mesão Frio/Padronelo.

     

    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 CREP (Vila Real). Escolha depois a A4 (Vila Real) e saia em Mesão Frio/Padronelo.  

     

    Se já se encontra na cidade de Amarante, tome a estrada N15 na direção de Vila Real até encontrar a sinalização da Igreja de Gondar.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 15' 48.73" N / 8° 1' 53.19" O 
História
História
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Igreja de Gondar (Fotografia: © SIPA – IHRU)Edificada no século XIII, a Igreja de Santa Maria de Gondar, outrora cabeça de um pequeno complexo monástico feminino, encontra-se implantada a meia encosta, no vale do rio Ovelha.

À sua fundação associa-se a linhagem dos de Gondar, a qual teve em seu poder um significativo perímetro geográfico e social na região envolvente. Esta família fez desta abadia mariana local de acolhimento das suas filhas e de panteão familiar.

É importante mencionar que este tipo de fundações se devem principalmente a questões de piedade e de natureza política, bem como à vontade e intervenção de certos indivíduos e famílias na organização do seu poder territorial.

Se a instituição Igreja conseguiu paulatinamente apoderar-se destas estruturas e de todo o aparelho económico e social construído a partir delas, certo é que no início constituíam o centro de um conjunto patrimonial privado.

Embora esta condição de igreja particular seja inerente à fundação da maioria das igrejas matriciais da região, poucas como Gondar encerram a importância e o significado da linhagem e do nome associados à cristianização e controlo do poder local. Durante vários séculos o apelido desta linhagem significava sinal de domínio e de poder nesta região, influenciando a vivência religiosa desta casa monástica.

Desde o século XIII quando as Inquirições referem os cavaleiros de Gundar como padroeiros do mosteiro beneditino, até à abadia da apresentação da Mitra e Comenda da Ordem de Cristo no século XVII, as mudanças repercutem o nem sempre fácil equilíbrio entre poder espiritual e o temporal. Das abadessas que estiveram neste mosteiro destacam-se Teresa Lourenço no século XII, Ouroana no século XIII e Inês Borges no século XV, a qual terá sido a última monja.

Em 1455, o bispo D. Fernando da Guerra (episc. 1416-1418) querendo dar expressão a uma reabilitação dos espaços e moralização das igrejas e mosteiros decadentes extinguiu-o e entregou-o ao poder secular.

O seu primeiro pároco, Pedro Afonso, desejando talvez dotar a Igreja de uma nova expressão devocional, oferece em 1470 a escultura da Virgem sentada que amamenta o seu filho, imagem que se tornou um elemento de devoção muito importante para a comunidade de Gondar e que hoje se encontra na nova igreja paroquial da freguesia.

Nos finais do século XIX, com a reorganização dos limites das dioceses de Braga e Porto, Gondar transitou do território da primeira para o da segunda, integrando hoje a vigararia de Amarante.
Personalidades Históricas
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D. Fernando da Guerra
Nasceu em Santarém em 1387 e faleceu em Braga a 26 de setembro de 1467. Era filho de D. Pedro da Guerra e neto de D. Pedro I, o Cruel (1320-1367), e de D. Inês de Castro (1320/25-1355), em virtude de o seu pai ser filho natural (ou bastardo) do infante D. João (1349-1387).

Estudou em Bolonha e em Pádua. Foi nomeado bispo de Silves a 7 de julho de 1408, transitando de seguida para a diocese do Porto, na qual já se encontrava desde 1414 e onde permaneceu até 1416. A 11 de junho de 1416 foi nomeado governador temporal da arquidiocese de Braga, ascendendo a arcebispo através da bula Romani Pontificis de 17 de dezembro de 1417, do papa Martinho V (1368-1431).

Infatigável prelado que, para além de governar eclesiasticamente o arcebispado bracarense durante meio século (desde 1417 até à sua morte), colaborou politicamente, durante duas décadas (1441-1461), com o infante D. Pedro (1392-1449) e com D. Afonso V (1432-1481), que eram seus primos. Para esta colaboração intensa com os infantes devemos mencionar a relação de parentesco de D. Fernando da Guerra, visto ser sobrinho de D. João I (1357-1433).

Nas primeiras décadas do seu arcebispado (até 1441) dedicou-se, sobretudo, à implementação de reformas na sua diocese, na gestão institucional e económica e na realização de visitas pastorais ou governativas.

Nas visitas efetuadas esteve por diversas vezes em institutos religiosos da região do Tâmega e Sousa. Por exemplo, visitou pelo menos quatro vezes o Mosteiro de Pombeiro (nos anos de 1426, 1429, 1430 e 1432); duas vezes o Mosteiro de Travanca (em julho de 1425 e a 3 de dezembro de 1430); a 11 de julho de 1432 encontra-se na Igreja de Ribas; e esteve pelo menos 12 vezes no Mosteiro de Mancelos (em 1432, 1433, 1436, 1437, 1439, 1442, 1459, 1460 e 1462), onde D. Fernando era comendador deste instituto e foi aqui que lidou com a questão da regência na sequência do falecimento de D. Duarte (r. 1433-1438).

No processo reformista do seu arquiepiscopado, em 1455, D. Fernando da Guerra, querendo dar expressão a uma reabilitação dos espaços e moralização das igrejas e mosteiros decadentes, extinguiu os templos monásticos de Lufrei e de Gondar e entregou-os ao secular.

De mencionar ainda, e segundo José Marques, que possivelmente teve a responsabilidade da diocese da Guarda, entre os anos de 1427 a 1429, em virtude de o seu irmão, D. Luís da Guerra, e bispo da Guarda, se encontrar por estes anos em Roma.

Nos vinte anos seguintes dedicou-se mais a questões políticas nacionais, ausentando-se constantemente de Braga com intuito de ajudar o regente infante D. Pedro e depois D. Afonso V. A nível político devemos destacar a sua atuação nas cortes de Leiria de 1438 quando se discutia a entrega de Ceuta, com o objetivo de libertar o infante D. Fernando do cativeiro: foi da opinião de não se deveria entregar a praça sem o consentimento papal.

Após vinte anos de intensa atividade politica, em que muitas vezes a arquidiocese de Braga foi deixada em segundo plano, por volta de 1461 torna a dedicar-se exclusivamente à gestão da sua arquidiocese, mas num ritmo mais lento, dadas as poucas forças físicas que então possuía.

Contudo, o seu trabalho foi reconhecido. Como elogia D. Rodrigo da Cunha:
“Ouve sempre na Igreja do Porto prelados taõ insignes nas obras como illustres no sãgue, os quaes a honraraõ cõ a nobreza delle, & a illustraraõ com os merecimentos de sua virtude. Em todas foi conhecida , & estimada a sãtidade do Bispo D. Fernando (…)”.



Gundar ou Gondar, Família
As origens conhecidas desta família (cujo apelido deriva da toponímia) em terras lusas brotam de Mendo de Gundar, rico-homem que terá chegado ao Condado Portucalense com D. Henrique (1066-1112).

D. Mendo foi senhor de Gondar, de Salvador de Telões, alcaide-mor de Celorico de Basto e, ainda, fundador do Mosteiro de Gondar, em Amarante.

De referir o seu filho, Egas Mendes de Gundar, senhor dos tempos de D. Afonso Henriques (ca.1109-1185) e que ajudou o nosso futuro primeiro rei na batalha de Ourique, a 25 de julho de 1139, contra um exército mouro em superioridade numérica.

Com a vitória sobre as forças mouras, D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal, tendo sido aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha.



Mem de Gundar

Identificado na documentação medieval como cavaleiro e rico-homem, terá vindo para o condado portucalense com o conde D. Henrique, ao serviço da rainha D. Teresa.

Foi senhor de Gondar e de São Salvador de Lafões. Identificado como alcaide-mor de Celorico de Basto e fundador do Mosteiro de Santa Maria de Gondar, em Amarante.

A tradição atribui-lhe, também, a fundação de mais dois cenóbios de monjas beneditinas, em Lufrei e Gestaçô. Foi sepultado em Telões.
Cronologia
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1202, julho - O rei D. Sancho doa as dízimas de Carvalho de Rei, Pedrinha, Pena Redonda e Santa Maria de Gestaçô ao mosteiro de Gondar e à abadessa D. Ouroana;

1202 - D. Sancho doa ao mosteiro de Gondar o padroado da Igreja de São Pedro de Lomba e a Igreja de Santa Maria do Castelo;

1258 - Nas Inquirições de D. Afonso III citam-se os cavaleiros de Gondar como senhores do mosteiro;

1452, julho, 29 - É investida como última abadessa de Gondar, D. Inês Borges;

1455, abril, 13 -  Por mandado do arcebispo D. Fernando da Guerra a Igreja de Gondar é secularizada;

1470 - O clérigo Pedro Afonso oferta uma escultura da Virgem à Igreja de Gondar;

1548 - Manda redigir-se o Tombo da Comenda de Gondar;

1726 - Francisco Craesbeeck assinala a Igreja de Gondar como reitoria da Comenda de Cristo, com sacrário, sendo então reitor o padre Domingos Ferreira da Silva;

1758 - A Igreja de Gondar tinha três altares, o maior e colaterais, sendo estes últimos dedicados ao Santo Nome de Jesus e a São Sebastião;

1948 - Segundo Mário Barroca foi neste ano que pela primeira vez se divulgou a imagem da Virgem sentada, dita Santa Maria de Gondar; seria por mão de Alfredo Guimarães;

1953 - Armando de Mattos chama a atenção, em artigo na revista Douro Litoral, para o estado da Igreja de Gondar e das suas pinturas murais;

1978 - A Igreja de Gondar é classificada como Imóvel de Interesse Público;

1979 - António Cardoso publica uma monografia sobre a Igreja de Gondar;

1980-1988 - São realizadas obras diversas na estrutura que devolvem a integridade ao edifício que, no entanto, é substituído no culto pela nova igreja de Gondar;

2010 - Integração da Igreja de Santa Maria de Gondar na Rota do Românico;

2012-2013 - Conservação geral da Igreja ao nível das coberturas e paramentos exteriores; conservação e restauro da pintura mural da capela-mor, no âmbito da Rota do Românico;

2014-2015 - Conservação geral da Igreja ao nível dos paramentos interiores, dos madeiramentos dos tetos, das portas e dos vãos de iluminação e ventilação, no âmbito da Rota do Românico.

Especialidades
Arquitetura
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Seguramente edificada no século XIII, se não já na centúria seguinte, a Igreja de Gondar denuncia na sua fábrica o seu caráter originariamente monástico: as mísulas que pontuam as paredes no exterior atestam a existência de estruturas anexas à Igreja, de ambos os lados.

Tendo em conta a escala da Igreja que hoje conhecemos é certo que o complexo monástico de Gondar seria de reduzidas dimensões. Estamos, pois, diante duma Igreja composta por nave única e capela-mor retangular. A traça românica conservou-se na sua quase totalidade, apesar das transformações que sofreu durante a Época Moderna.

Planta da Igreja de Gondar (Fotografia: © SIPA – IHRU)Orientada canonicamente (cabeceira a este e frontaria a oeste), a fachada principal é marcada pela sobriedade ornamental. O portal acusa o caráter tardio da construção, ou seja, não tem colunas, as arquivoltas apoiam-se sobre os pés direitos e o tímpano é liso. O único elemento decorado deste portal é precisamente a arquivolta externa onde se aprecia o motivo do enxaquetado.

O portal é encimado por um pequeno óculo com uma grelha composta por cinco círculos colocados segundo os braços de uma cruz. Ambos os elementos evidenciam uma cronologia tardia, já mais próxima do gótico do que do românico, pelo que devemos entender esta Igreja no seio daqueles edifícios que têm vindo a ser identificados pelas designações de românico de resistência, de gótico rural ou mesmo, de protogótico.  

A estrutura dos portais laterais, idênticos entre si, confirma esta cronologia. Em ambos os alçados, além das duas estreitas frestas que rasgam os paramentos, permitindo a iluminação do interior do espaço sacro, vê-se ainda a cachorrada bastante bem conservada a sustentar uma cornija de dois volumes. Os cachorros, de perfil tendencialmente quadrangular são lisos ou ostentam uma simples ornamentação onde se destacam os rolos e multiplicam-se as esferas.

Sobre a extremidade do alçado lateral sul, junto à fachada ocidental, o campanário segue o modelo das sineiras românicas: dois arcos, de volta perfeita, abrigam os sinos. Como elementos decorativos ostenta apenas as impostas compostas por um simples toro, que se prolongam em torno de toda a estrutura e os pináculos terminais que, ao modo de pirâmide, rematam o edifício.
Fachada principal e fachada sul da Igreja de Gondar (Fotografia: © SIPA – IHRU)
Fachada norte e fachada oriental da Igreja de Gondar (Fotografia: © SIPA – IHRU)À esquerda de quem entra na nave pela entrada principal, a pia batismal cuja taça em granito é sustentada por uma base, ambas poligonais. Várias peças em granito estão aqui depositadas: fragmentos de pedras tumulares, uma pia de água benta, com taça ornada em gomos, talvez já da época barroca. Do lado da Epístola, junto do portal, um nicho de arco de volta perfeita rasga o paramento, o qual deveria albergar um retábulo.

Embora tenhamos informação de que durante a Época Moderna existiam no interior deste espaço vários retábulos e conjuntos de pintura mural, a verdade é que hoje impera o granito, nos paramentos e no pavimento.

Tal deve-se ao facto desta Igreja ter ficado isenta de culto após a edificação da nova igreja paroquial, nos inícios do século XX, o que levou ao seu progressivo abandono, apenas travado por uma profunda intervenção de restauro na segunda metade da década de 1980, que procurou devolver à Igreja a sua integridade arquitetónica e a sua legibilidade, enquanto monumento e espaço sacro.

Dos retábulos, apenas conhecemos o retábulo-mor e que hoje se encontra na nova igreja paroquial. Trata-se de uma máquina retabular enquadrada dentro do chamado estilo nacional da talha portuguesa (final do século XVII/1.º quartel do século XVIII).

Da pintura mural apenas sobreviveu a que decora o intradorso do nicho da parede fundeira da capela-mor. Também aqui podemos apreciar vestígios de pinturas onde se identificam grotescos a envolverem cartelas.

O arco triunfal poderá ter sido fruto da mesma campanha setecentista, tendo em conta as suas características formais, assim como o janelão retangular com grade de ferro, rasgado no alçado sul da cabeceira.

O púlpito, de que apenas restam as escadas de acesso e a consola classicizante que sustenta a sua base, seria ainda completado com uma guarda em madeira.
Recuperação e Valorização
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Recuperação e valorização da Igreja de GondarA Igreja de Santa Maria de Gondar é um dos elementos patrimoniais que, a partir de março de 2010, passou a integrar a Rota do Românico. Assim sendo, em 2012 e 2013, foi alvo de um projeto de conservação, salvaguarda e valorização do edifício, o qual visou, sobretudo, proteger e dignificar a essência deste monumento.

Neste âmbito foram realizados os seguintes trabalhos:
- intervenção nas coberturas (desmontagem de todo o revestimento cerâmico e respetivo ripado para verificação do estado das madeiras, da sua estrutura e forro, procedendo à conservação geral, tanto ao nível interior como exterior);

- colocação de novo ripado e contra ripado, novo revestimento cerâmico com telha de tipo nacional antiga, e rufos e caleiros em zinco;

- eliminação do revestimento do coroamento das empenas e da cobertura do nicho da capela-mor. Tratamento das juntas com argamassa compatível com a pedra antiga, reforçando a sua impermeabilização com reboco armado, executado com o mesmo tipo de argamassa compatível com o granito antigo;

- intervenção nos paramentos, com o objetivo de remover as argamassas em cimento, substituindo-as por argamassas idênticas às ainda existentes em bom estado na maioria do imóvel;

Recuperação e valorização da Igreja de Gondar- limpeza da pedra e tratamento de juntas do campanário. Substituição dos seus rufos e caleiras;

- tratamento de fissuras existentes com argamassas compatíveis;

- demolição, com remoção de elementos cerâmicos existentes em todas as coberturas incluindo a do nicho da capela-mor, e também existentes nos remates das empenas da igreja. Remoção dos seus rufos e caleiros;

- demolição com levantamento do ripado existente;

- remoção das argamassas de cimento existentes sob os beirais e nos remates em empena, incluindo a cobertura do nicho da capela-mor;

- conservação geral dos coroamentos interiores dos paramentos, incluindo a limpeza de juntas em profundidade e refechamento com argamassas;

- tratamento das alvenarias dos coroamentos dos paramentos (nave, capela-mor, cobertura do nicho da capela-mor, do campanário) e dos elementos decorativos da cobertura (cruz, merlões, cornijas);

- aplicação de camada de reboco armado nos coroamentos de empena expostos, na cobertura do nicho da capela-mor e no topo do campanário;

- tratamento geral dos madeiramentos da estrutura e do forro de cada cobertura;

Recuperação e valorização da Igreja de Gondar- acabamento da face visível do forro e estrutura (que constitui o teto dos espaços interiores), com verniz-cera de brilho mate e uniformização cromática de todos os madeiramentos;

- aplicação de ripado e contra ripado em madeira de pinho tratado em autoclave;

- assentamento de telha cerâmica de capa e caleiro, de cor natural, incluindo beirados, cumes e babadouros no mesmo tipo de telha;

- aplicação de telhas de ventilação, próximo ao beiral e próximo à cumeeira;

- execução da cumeeira, com assentamento de telhão de canudo e babadouros cerâmicos do mesmo tipo de telha;

- assentamento, para a execução dos beirados, de telha cerâmica tipo nacional antiga para beiral;

- aplicação de rufos e caleiros em zinco laminado;

- limpeza superficial de toda a alvenaria de granito;

- nas juntas abertas, degradadas ou preenchidas com argamassa de cimento, procedeu-se à remoção das argamassas existentes e sua limpeza em profundidade;

- tratamento e consolidação prévia de fissuras existentes ao nível das fachadas poente, sul e nascente.

Em 2014 e 2015, também no âmbito da Rota do Românico, procedeu-se a trabalhos de conservação geral da Igreja ao nível dos paramentos interiores, dos madeiramentos dos tetos, das portas e dos vãos de iluminação e ventilação.

Galeria
  • +Igreja de Gondar. Nave. Pia de água benta.

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  • +Igreja de Gondar. Nave. Pia batismal.

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  • +Igreja de Gondar. Capela-mor. Intradorso do nicho da parede fundeira.

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  • +Igreja de Gondar. Arco triunfal.

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  • +Igreja de Santa Maria de Gondar (1986) (Fotografia: © SIPA – IHRU)

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  • +Igreja de Santa Maria de Gondar (1987) (Fotografia: © SIPA – IHRU)

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  • +Igreja de Gondar. Fachada lateral norte. Degraus de acesso ao púlpito.

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  • +Igreja de Gondar. Nave.

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  • +Igreja de Gondar. Fachada lateral sul.

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  • +Igreja de Gondar. Fachada lateral sul. Cachorros e campanário.

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  • +Igreja de Gondar. Fachada lateral sul. Portal.

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  • +Igreja de Gondar. Vista geral.

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  • +Igreja de Gondar. Capela-mor.

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  • +Igreja de Gondar. Capela-mor. Intradorso do nicho da parede fundeira. Pintura mural.

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  • +Igreja de Gondar. Fachada lateral sul.

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Saber mais
Bibliografia

AFONSO, Luís Urbano - A pintura mural portuguesa entre o gótico internacional e o fim do renascimento: formas, significados, funções. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação para a Ciência e Tecnologia, 2009.

BARROCA, Mário Jorge - A Virgem com o Menino da Igreja Velha de Gondar, Amarante. In AMARANTE CONGRESSO HISTÓRICO, Amarante, 1998 – Actas: III volume: património, arte e arqueologia. Amarante: Câmara Municipal de Amarante, 1998. ISBN 972-98539-0-8. Vol. 3, p. 97-120.

BOTELHO, Maria Leonor; RESENDE, Nuno - Igreja de santa Maria de Gondar: Amarante. In ROSAS, Lúcia, coord. cient. - Rota do Românico. Lousada: Centro de Estudos do Românico e do Território, 2014. Vol. 1, p. 299-316.

CARDOSO, António Barros - A igreja românica de Gondar. Amarante: Câmara Municipal, 1979.

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CRAESBEECK, Francisco Xavier da Serra - Memórias ressuscitadas da província de Entre-Douro-e-Minho no ano de 1726. Ponte de Lima: Carvalhos de Basto, 1992.

DUARTE, Paula Cristina Nunes Correia - O Mosteiro de Gondar: património e rendas. Porto: Universidade do Porto, 2003.

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MARQUES, José - "O estado dos mosteiros beneditinos da arquidiocese de Braga, no século XV". Bracara Augusta. Vol. 35, n.º 92 (1981).

MATTOS, Armando de - "Pinturas murais". Douro-Litoral. N.º 5-6 (1953) 24-32.

MOREIRA, Domingos A. - "Freguesias da diocese do Porto: elementos onomásticos alti-medievais: II parte - inventariação onomástica: fascículo G-O". Boletim Cultural da Câmara Municipal do Porto. Vol. 3/4 (1985-6) 61-158.

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PORTUGAL. Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território - IRHU/Arquivo ex-DGEMN/DREMN - Processos vários, N.º IPA PT011301170017 [Em linha]. Disponível em WWW: <URL:http://www.monumentos.pt>.

ROSAS, Lúcia Maria Cardoso - "Igreja de São Mamede de Vila Verde: 1. A Igreja na Época Medieval". In MACHADO, Rosário Correia, coord. geral; ROSAS, Lúcia Maria Cardoso, coord. cient. - Românico do Vale do Sousa. [Lousada]: VALSOUSA - Rota do Românico, 2008.

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