Informação Geral
Igreja de São Cristóvão de Nogueira  
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  • Nome: Igreja de São Cristóvão de Nogueira
  • Tipologia: Igreja
  • Classificação: Em vias de classificação
  • Concelho: Cinfães
  • Dia do Orago: São Cristóvão - 25 de julho 
  • Horário do Culto: Domingo - 10h30 
  • Horário da Visita: Por marcação   
  • Serviços de apoio:
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488   
  • Fax: 255 810 709  
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt    
  • Web: www.rotadoromanico.com   
  • Localização:
    Av. Dr. Reinaldo Flórido Calheiros, freguesia de São Cristóvao de Nogueira, concelho de Cinfães, distrito de Viseu.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A24 (Chaves/Viseu), da A7 (Póvoa de Varzim) ou da A11 (Esposende/Marco de Canaveses) siga na direção da A4 (Bragança/Matosinhos) e saia para o Marco de Canaveses. Tome a variante à N211 em direção ao Marco de Canaveses e siga depois para Cinfães, passando pela Capela de Fandinhães. Cruze o Douro na barragem de Carrapatelo e siga depois pela N222 para a Igreja de São Cristóvão de Nogueira, seguindo a sinalização da Rota do Românico.

      

    A partir do Porto opte pela A4 (Vila Real). Saia para o Marco de Canaveses e siga depois para Cinfães, passando pela Capela de Fandinhães. Cruze o Douro na barragem de Carrapatelo.

     

    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia), saia para a A41 CREP (Vila Real). Saia no nó de Medas e rume a Entre-os-Rios (Penafiel) pela N108. Cruze o Douro, seguindo na direção de Cinfães.

     

    Se já se encontra na vila de Cinfães, siga pela N222 até à Igreja de São Cristóvão de Nogueira.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 4' 24.69" N / 8° 7' 44.53" O 
História
História
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Igreja de São Cristóvão de Nogueira (Fotografia: © SIPA – IHRU)Com a fachada voltada para o vale do Douro, a Igreja de São Cristóvão de Nogueira é representativa da organização e formação das paróquias na Baixa Idade Média (1000-1453).

Segundo a tradição, o Castelo de Sampaio, pequeno morro cónico a sul, na encosta da serra, teria sido o assento da primitiva freguesia e Igreja, depois transferida para o lugar de Nogueira, por mouros possantes.

Trata-se apenas de uma lenda, das muitas que marcam a consciência das comunidades, desejosas de se mostrarem herdeiras de um passado extraordinário e glorioso. Contudo, esta narrativa pode ajudar a perceber não a transferência da Igreja, mas a cisão de duas paróquias, inicialmente sujeitas ao Castelo situado em Sampaio, onde, provavelmente, se cultuava o Salvador, dado que ao território foi atribuído este hagiotopónimo.

Talvez ainda durante o século XII, a terra fracionou-se em duas paróquias: São João Baptista de Cinfães (de cuja igreja românica apenas subsiste um tímpano apeado ao lado da atual matriz barroca) e São Cristóvão de Nogueira.

Em 1258 ainda aparece a designação de Sancti Salvatoris de Nogueyra a par com Sancti Christofori de Nogueyra.
Cronologia
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1070 - Primeira referência conhecida à terra de São Salvador;

1258 - Aparecem simultaneamente as referências a São Salvador de Nogueira e a São Cristóvão de Nogueira;

1527 - No Numeramento aparece o concelho de São Cristóvão de Nogueira com seis lugares e 134 moradores;

1739 - Na Descripçam corografica do Reyno de Portugal a freguesia de São Cristóvão aparece com 420 fogos e 1303 habitantes;

1778-1794 - Período documentado de obras na estrutura e no património integrado;

Século XX - Referência a obras pontuais e intervenções no edifício da Igreja.

2010 - Integração da Igreja de São Cristóvão de Nogueira na Rota do Românico;

2014-2015 - Conservação geral da Igreja ao nível das coberturas e dos paramentos exteriores, no âmbito da Rota do Românico.

Especialidades
Arquitetura
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Profundamente alterada na Idade Moderna, que lhe reconstruiu a capela-mor (finais do século XVIII), lhe rasgou amplos janelões e lhe anexou edificações, a Igreja de São Cristóvão é estruturalmente uma construção medieval enquadrada no chamado românico de resistência, onde se conjugam as persistências de sabor românico com os anúncios do gótico.

A edificação desta Igreja deve ser entendida no âmbito da criação da nova freguesia, pelo que poderemos datar os vestígios românicos remanescentes da transição do século XII para o XIII.

Plantas da Igreja de São Cristóvão de NogueiraDe entre estes assume particular destaque o portal principal, tardio e inscrito na espessura do muro e sem colunas, mas cujas arquivoltas são ornadas no chanfro pelo motivo das pérolas, que conheceu grande fama na região envolvente.

Curioso é o portal lateral sul, dada a originalidade dos motivos esculpidos no arranque das aduelas. Duas mãos cerradas, colocadas sobre ambas as impostas seguram o que parece ser uma chave.

Também nos pés-direitos, definidos por uma aresta chanfrada, curiosos motivos decorativos, entre os quais destacamos um lagarto, do lado direito do observador. De resto, quer ao nível das restantes aduelas da arquivolta, como nas impostas e nos pés-direitos, imperam os motivos vegetalistas e fitomórficos entrelaçados relevados.

Composto por uma só arquivolta dominada pelo arco envolvente, na aduela do fecho vemos uma inscrição, bastante apagada, mas que pode traduzir-se em IHS, alusão a Cristo enquanto Salvador dos homens.

Fachadas da Igreja de São Cristóvão de NogueiraAo nível dos alçados laterais da nave é de destacar o reaproveitamento de um friso decorado com palmetas bracarenses (lado norte, junto à torre sineira, a meia altura da nave) e de vários fragmentos de cornija ostentando ziguezagueados relevados.

A cachorrada da nave é bastante rica ao nível da temática esculpida. Figuras humanas e vários focinhos de animais recordam-nos que, particularmente durante a época românica, os modilhões foram assumidos como um elemento fulcral da composição arquitetónica.

No seu interior distingue-se um outro espírito, quase um horror ao vazio. Tendo em conta a regularidade dos paramentos das edificações românicas, estas mostraram-se importantes recetores da nova estética pós-tridentina, de que São Cristóvão de Nogueira constitui entre nós um bom exemplo.

O teto da nave mostra um rico trabalho barroco de artesoado e pintura, onde 57 painéis criaram um autêntico santoral: santos e santas da contrarreforma, santos bispos, apóstolos, mártires e os intercessores bem conhecidos do devocionário popular.

Embora tenha recebido uma policromia numa época posterior, que chegou mesmo a criar-lhe marmoreados, a talha desta Igreja representa os dois períodos que marcaram a sua conceção durante o século XVIII.

Nos retábulos colaterais, o estilo nacional e, no retábulo-mor, o barroco joanino, onde se destaca um imponente trono eucarístico. O recurso a este modo artístico tão português envolveu em Nogueira o arco triunfal, criou a guarda do púlpito, ornamentou os dois retábulos embutidos nas paredes da nave, confrontantes, e concebeu um extravagante coro alto.
Recuperação e Valorização
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São quase inexistentes os documentos relativos às obras que a Igreja de São Cristóvão de Nogueira teve ao longo dos séculos. Tratando-se de um imóvel não classificado, as entidades oficiais responsáveis pela conservação do património edificado nacional não chegaram, seguramente, a realizar qualquer intervenção no mesmo. Certamente que houve obras, mas sob a responsabilidade das entidades locais ou da própria Comissão Fabriqueira. 

Mesmo assim, sabemos que em 1982 ocorreu uma intervenção de remoção dos rebocos e que, em 2005, perpetuadas numa inscrição no púlpito, deu-se a conclusão de certas “obras de restauro” que corresponderam a intervenções ao nível das madeiras (repinte e douramento da talha e trabalho de artesoado do teto), iluminação, reboco das paredes interiores e preenchimento das juntas com cimento.

Com a integração, em 2010, da Igreja de São Cristóvão de Nogueira na Rota do Românico, foram realizados trabalhos, nos anos de 2014 e 2015, de conservação geral da Igreja, designadamente ao nível das coberturas e dos paramentos exteriores.
Galeria
  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Capela-mor. Retábulo-mor.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Nave.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Nave.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Nave. Teto.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Nave. Teto.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Nave. Detalhe de escultura.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Capela-mor. Teto.

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  • +Igreja de São Cristóvão de Nogueira. Nave. Arcossólio.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachadas norte e oriental.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachadas ocidental e sul.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachada sul. Detalhe da cornija.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachada sul. Detalhe do portal sul.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachada sul. Portal sul.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachada sul.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachada sul. Detalhe da cornija.

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  • +Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Fachada sul. Detalhe da cornija.

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Saber mais
Bibliografia

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