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Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro 
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  • Nome: Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro
  • Tipologia: Mosteiro
  • Classificação: Monumento Nacional, pelo Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 junho 1910
  • Concelho: Felgueiras
  • Dia do Orago: Santa Maria Maior – 5 de agosto   
  • Horário do Culto: Domingo, feriados e dias santos – 08h00 e 10h45 
  • Horário da Visita: Quarta-feira a domingo – 10h00-18h00 
  • Preço da Entrada: 2€. Desconto 50%: Visitantes com mais de 65 anos, Estudantes, Cartão Jovem, Família Numerosa, Bilhete Família. A entrada é facultada pelos serviços da Direção Regional de Cultura do Norte, entidade à qual se encontra afeto o Mosteiro de Pombeiro. 
  • Serviços de apoio:

    Centro de Informação da Rota do Românico:
    Claustro do Mosteiro de Pombeiro
    Horário: A realização de atividades poderá condicionar o horário de abertura deste Centro, pelo que contacte-nos previamente (T 910 375 867 - 255 810 706 ou visitasrr@valsousa.pt).

    Marcação de Visitas (a efetuar pelos serviços técnicos da Rota do Românico)

    Exposição permanente:
    “Manuel de Faria e Sousa: cidadão do mundo e das letras ao serviço de Portugal”.

  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt  
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:
    Rua do Mosteiro, freguesia de Pombeiro de Ribavizela, concelho de Felgueiras, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A7 (Póvoa de Varzim), da A24 (Chaves/Viseu) ou da A4 (Bragança/Matosinhos) siga na direção de Felgueiras pela A11 (Esposende/Marco de Canaveses). Saia no nó de Felgueiras Oeste, seguindo depois as indicações da Rota do Românico/Mosteiro de Pombeiro até àquele Monumento Nacional.

    A partir do Porto opte pela A3 (Valença), depois pela A41 CREP (Paços de Ferreira), A42 (Felgueiras) e, finalmente, pela A11 (Felgueiras). Saia no nó de Felgueiras e siga a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Pombeiro.

    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 CREP (Vila Real). Depois escolha a A42 (Felgueiras) e a A11 (Felgueiras). Nesta via saia no nó de Felgueiras, seguindo depois a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Pombeiro.

    Se já se encontra na cidade de Felgueiras, siga na direção de Guimarães através da estrada N101, seguindo a sinalização da Rota do Românico até ao Mosteiro de Pombeiro.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 22' 58.091" N / 8° 13' 32.597" O  
História
História
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Mosteiro de Santa Maria de PombeiroO Mosteiro de Pombeiro é fundado, segundo a tradição, em 1059, apesar da mais antiga referência documental conhecida apontar para o ano de 1099.

No entanto, mais relevante ainda é a doação que se verifica em 1102 pelos Sousões, família abastada e muito poderosa ligada à Corte, a favor do Mosteiro. Em 1112 é concedida Carta de Couto ao Mosteiro, significando que aquelas terras são dotadas de particulares privilégios e de justiça própria.

Pombeiro é, todavia, uma das mais antigas instituições monacais do território português, estando documentada desde 853, segundo PAF, do IPPAR - Instituto Português do Património Arquitetónico. No entanto, do primitivo estabelecimento nenhum elemento material foi, até ao momento, identificado. Tratava-se, com grande probabilidade, de um edifício modesto, eventualmente vinculado à autoridade asturiana e localizado no lugar do Sobrado, medievalmente designado por Columbino.

Já as origens do atual edifício são conhecidas desde a época de D. Fernando, o Magno. Segundo Graf, em 1041, o Mosteiro sofre a transferência para a sua atual localização, sendo erguido o primeiro conjunto a partir de 1059, monumento do qual nada chegou até aos nossos dias. No entanto, é neste período condal que ocorre a já referida doação de D. Egas Gomes de Sousa e a concessão da Carta de Couto de D. Teresa.

A localização do Mosteiro, na interseção de duas das principais vias medievais da época – uma que ligava o Porto a Trás-os-Montes, por Amarante, e uma segunda que ligava a Beira a Guimarães e Braga, atravessando Lamego e o Douro em Porto de Rei – evidencia a significativa importância deste conjunto monástico Beneditino na região. É nestes espaços que os reis se instalam nas suas viagens e nos quais os peregrinos se albergam e recebem assistência.

O poder da família que efetuou as doações e as dádivas dos fiéis permitiram a Pombeiro assumir-se como um potentado na região. Bens imóveis e padroados foram-se somando ao património do Mosteiro, que chega a possuir 37 igrejas e um rendimento anual muito cobiçado, proveniente das rendas e dos dízimos. O poder de Pombeiro estende-se até Vila Real.

Os Beneditinos, com o forte apoio dos Sousões de Ribavizela, impulsionam o arranque da construção românica, cuja datação deverá residir ao longo da segunda metade do século XII, ou nas primeiras décadas do século XIII. Rodrigues refere a existência da inscrição datada de 1199 no exterior da face sul do transepto, na qual é mencionado o suposto fundador da obra, D. Gonçalo de Sousa.

Após o término das obras na fachada principal, a frontaria recebeu uma galilé de três naves, destinada ao enterramento dos nobres de Entre-Douro-e-Minho, embora das tumulações efetuadas restem apenas dois túmulos românicos, atualmente localizados no interior do templo, e atribuídos, de acordo com Barroca, a um desconhecido nobre da família dos Lima e a D. João Afonso de Albuquerque.

Já na Idade Moderna, Pombeiro foi objeto de profundas modificações, a maioria das quais ocorridas no período Barroco. Uma das alas do claustro data de 1702, século ao longo do qual se realizaram a nova capela-mor, o coro alto, o órgão, as numerosas obras de talha dourada, as duas torres que flanqueiam a frontaria e uma parte das alas monacais.

Os claustros foram alvo de remodelação nos inícios de Oitocentos, com uma campanha neoclássica, interrompida em 1834, com a extinção das ordens religiosas.

Personalidades Históricas
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Mestre Arnaus
Arnaus terá sido um artista particularmente imaginativo e de capacidades técnicas muito acima dos seus pares, sendo o mais interessante fresquista do Renascimento português, de acordo com o mesmo autor, com uma obra muito conhecida e dominada por efeitos plásticos de grande virtuosismo técnico.

A importância do fresquista, que também seria um grande pintor em cavalete, arte considerada mais nobre na época, revela-se pelo facto de ter trabalhos encomendados por figuras de peso da sociedade da época, conforme refere Luís Afonso, nomeadamente o abade de Pombeiro, D. António de Mello. A empreitada, segundo o mesmo autor, terá incluído trabalhos nas igrejas de Vila Verde, Santa Eulália de Arnoso e Vila Marim, todas integrantes do património do Mosteiro de Pombeiro.

O virtuosismo de Arnaus leva-o a aproveitar a relação simbiótica entre a pintura mural e a arquitetura, servindo-se habilmente das janelas, reentrâncias e arcos cegos para criar, ou aumentar, os efeitos cenográficos de ilusão de ótica. Através desta técnica, acrescenta Afonso, Arnaus proporciona à sua arte um maior realismo e uma maior profundidade.



Gomes Eciegas
Nasceu em 1024 e faleceu a 1102. Era filho do conde D. Aciega Visóis, senhor de Basto, e de D. Aragunta Soares. Foi Infanção da corte de D. Fernando, governador da Terra de Sousa e fundador, juntamente com sua mulher Gontroda, do Mosteiro de Pombeiro.

Este Mosteiro foi edificado em terreno seu, no vale de Pombeiro, onde havia uma Ermida dedicada a Santa Maria, destruída pelos mouros. Para além da fundação, o casal doou ao Mosteiro as suas quintas de São Veríssimo de Sousa, de Idães, de Penacova, de Pombeiro e outros bens.



Gonçalo Mendes de Sousa
Imagem de Gonçalo Mendes de Sousa
Gonçalo Mendes de Sousa, o Bom, nasceu no ano de 1124. Era filho de Mem Viegas de Sousa e foi conselheiro de D. Afonso Henriques que, em 1155, lhe deu uma herdade reguenga no Couto de Pombeiro e o reconheceu como senhor e governador da Terra.

D. Gonçalo de Sousa escolheu o casal de Unhão para sua residência e fez erguer a igreja local, dedicada no ano de 1165, pelo Arcebispo de Braga D. João Peculiar. Consta que, nesse mesmo ano, D. Afonso Henriques se hospedou em sua casa, tendo aí ocorrido um episódio erótico, narrado no Livro de Linhagens do Conde D. Pedro e posteriormente aproveitado para tema do curioso romance histórico, de título O Pecado de D. Afonso Henriques, da autoria do dramaturgo D. João de Castro.

Gonçalo Mendes de Sousa faleceu a 5 de Outubro de 1179. Aquando das suas últimas vontades, escolheu o Mosteiro de Pombeiro para sua sepultura, deixando ao mosteiro todas as suas herdades de Basto, 3 libras da igreja de Margaride, 5 libras da igreja de São Veríssimo, a igreja de Samarim para refazer as vestes sacras e a torre (actual casa do Paço de Pombeiro) que ali edificara para hospício e albergaria dos peregrinos que passassem a caminho de Santiago de Compostela.



Frei José de Santo António de Vilaça 
Frei José de Santo António Vilaça (18 de dezembro de 1731, Braga - 30 de agosto de 1809, Braga) foi um escultor, entalhador e arquiteto beneditino do séc. XVIII. A sua vida foi dedicada, em grande parte, ao trabalho nas igrejas beneditinas das dioceses de Braga e Porto.

Dono de uma vastíssima produção artística, António de Vilaça, filho do carpinteiro Custódio Ferreira, inicia-se na arte da madeira no Mosteiro de Tibães, por volta de 1757, onde acaba por professar cinco anos depois.

O trabalho como entalhador decorativo sempre se destacou na sua arte, muito embora executasse ainda plantas de vários edifícios religiosos e desenhasse muitas estátuas. Desenhou também retábulos, púlpitos, sanefas, enquadramentos de portas e janelas, caixas de órgãos e cadeiras, bancos, credências e cadeiras-de-braços da maior originalidade.

Depois de ter sido enviado, no verão de 1764, para Refojos, Cabeceiras de Basto, onde desenhou toda a talha, chega ao Mosteiro de Pombeiro, em 1770, onde participou no processo de modernização do templo românico. Esta gigantesca tarefa durou duas décadas. Está sepultado no claustro principal de Tibães.



D. Manuel de Faria e Sousa
Imagem de D. Manuel de Faria e Sousa
Nasceu na Quinta do Souto (ou da Caravela), paróquia de Pombeiro, concelho de Felgueiras, em 18 de março de 1590. Era filho de Amador Peres de Eiró, fidalgo da Casa Real e de D. Luísa de Faria, neta do senhor de Valmelhorado. Foi batizado na igreja do Mosteiro Beneditino de Pombeiro.

Aos 10 anos foi estudar Humanidades para Braga. O empenho demonstrado nos estudos não passou despercebido, tendo, em 1604, entrado, como secretário, ao serviço do Arcebispo do Porto, D. Francisco Gonçalo de Morais que, aliás, era seu parente.

Em 1614 casa com Catarina Machado, filha de Pedro Machado, primeiro contador da Fazenda Real do Porto, e de Catarina Lopes Ferreira.

Desejoso de altos cargos, em 1619, parte para Madrid como secretário particular de Pedro Álvares Pereira, Conde de Muge, que ocupava o cargo de Secretário do Conselho de Estado da dinastia Filipina para os negócios de Portugal.

Após a Restauração da Independência portuguesa, em 1640, decide não regressar a Portugal por motivos ainda não inteiramente esclarecidos. No entanto, existe a teoria que defende que Manuel de Faria e Sousa não regressou para que pudesse funcionar como informador da coroa portuguesa sobre as ações de Madrid.

Faleceu a 3 de junho de 1649 na casa do marquês de Montebelo. Sepultado no mosteiro de Premonstratrenses de Madrid, foi posteriormente transladado para o Mosteiro de Pombeiro.

Autor de, pelo menos, 20 obras impressas e 16 manuscritas, Manuel de Faria e Sousa foi poeta, historiador e polígrafo notável. Em 29 anos de trabalho, escreveu milhares de páginas, chegando a redigir, por dia, cem cartas de assuntos diversos. Foi o primeiro a escrever em versos de oito sílabas o que se compunha em onze, assim como, as sextinas de consoantes.

Como polígrafo, deve-se a ele a primeira grande interpretação d’ Os Lusíadas, de Luís de Camões, no ano de 1639. Como historiador, seguiu João de Barros. Nas obras Epítome de las historias portuguesas, de 1628, Asia Portuguesa, de 1666, e África Portuguesa, de 1681 - estas duas últimas impressas postumamente - Manuel de Faria e Sousa mostra o desejo de escrever uma história geral do nosso país.



Nicolau Coelho
Imagem de Nicolau Coelho
Navegador português, natural do concelho de Felgueiras (século XV - 1504). Perito em navegação astronómica, foi o comandante de uma das três naus que participaram no descobrimento do caminho marítimo para a Índia, em 1498.

No decorrer da viagem foram-lhe confiadas as missões de sondagem de fundeadouros para a armada, bem como a exploração do litoral africano, tendo dado provas da sua experiência e saber.

Na viagem de regresso ao reino, a 25 de Abril de 1499 e por altura dos baixos do rio Grande (na atual Guiné Bissau), Nicolau Coelho é afastado de Vasco da Gama devido a uma repentina tempestade. Decidindo continuar viagem, a nau Bérrio é a primeira embarcação da expedição a entrar no rio Tejo, a 10 de julho de 1499, dando as primeiras notícias do sucesso da missão. O importante papel desempenhado durante a viagem foi recompensado por D. Manuel, que lhe concedeu, em 24 de janeiro de 1500, uma tença de 50 000 réis por ano.

Passados apenas seis meses após o regresso da Índia, Nicolau Coelho parte de novo com destino ao oriente na armada de Pedro Álvares Cabral. Composta por treze navios, a frota zarpou do Restelo, a 9 de março de 1500, com Nicolau Coelho a comandar novamente a nau Bérrio. O objetivo formal da viagem era tentar reatar relações comerciais com os portos índicos de Calecut, Cananor e Sofala, uma vez que Vasco da Gama havia sido, na primeira tentativa, absolutamente desastroso.

A 22 de abril de 1500, de modo acidental ou premeditado – embora as recentes pesquisas historiográficas demonstrem que os portugueses tinham fortes indícios de haver terra no outro lado do Atlântico – avistou-se terra chã, com grandes arvoredos.

Voltou a ser confiado a Nicolau Coelho o reconhecimento do litoral desse novo território, bem como o comando de um pequeno batel enviado a terra para estabelecer contacto com os indígenas que se encontravam na praia. Mais uma vez, o navegador felgueirense demonstrou a sua experiência marinheira, bem como facilidade de relacionamento com novos povos.

A terra descoberta foi batizada de Terra de Santa Cruz (hoje Porto Seguro, no Estado brasileiro da Bahia). A 2 de maio desse mesmo ano, a frota rumou para a Índia cumprindo finalmente o objetivo formal de viagem.

A 13 de abril de 1503, pouco mais de um ano após o seu regresso a Portugal, Nicolau Coelho parte pela terceira vez com destino à Índia, ao comando da nau Faial, da armada de Afonso e Francisco de Albuquerque.

No entanto, na viagem de regresso, em janeiro de 1504, a nau Faial naufragou perto dos "baixios de São Lázaro" (atual arquipélago das Quirimbas, Moçambique), tendo o navegador morrido no desastre.



Sousa ou Sousões, Família
De todas as famílias nobres do Tâmega e Sousa, nos séculos XII e XIII, a mais importante foi a família dos Sousas ou Sousões. Este território foi o coração dos seus domínios. Foram senhores de grande parte de terras do julgado de Aguiar de Sousa. Estenderam o seu poderio mais para norte e leste, para os julgados de Ferreira, Lousada, Felgueiras, Santa Cruz de Sousa, e mesmo até aos julgados de Montelongo e de Basto.

Não se sabe se a maioria destes vastos domínios pertencia já ao primeiro ascendente dos Sousas, o “conde” Guiçoi ou Visoi e a seus filhos, ou se foram adquiridos principalmente pelos membros da mesma família que durante o reinado de D. Afonso Henriques alcançaram os mais importantes postos da cúria régia.

A aquisição de bens mais para sudeste pode datar da época em que Gomes Echigues ou Égicaz desempenhou o cargo de maiorino do rei Fernando, o Magno, em terras portucalenses, o que lhe permitiu exercer funções judiciais e de delegado régio a sul de Guimarães, em meados do século XI.

Ainda em 1072, oferece com a mulher e os filhos, uma parte de Vila Boa, em Cabeceiras de Basto, ao Mosteiro de Pombeiro. Os autores do século XVI e XVII atribuem a um membro da família dos Sousões a fundação do Mosteiro de Pombeiro, mas baseiam-se num documento falso de 1059 que deve ter sido forjado com o objetivo de atribuir só aos Sousões os direitos sobre o Mosteiro.

O sucessor na linhagem dos Sousa, Egas Gomes, aparece poucas vezes na documentação ao nosso dispor. Apenas se reconhecem referências a ele num documento perdido, mencionado por Frei António Brandão, onde surge como presidente de um tribunal no Mosteiro de Pombeiro, sinal que governava a terra de Felgueiras. Casou com uma senhora descendente da família da Maia, irmã de Soeiro Mendes da Maia, que nessa época era o mais poderoso senhor do condado.

Mem ou Mendo Viegas de Sousa, sucessor da linhagem, confirma documentos do conde D. Raimundo, em 1094, e depois continua a aparecer na cúria condal entre 1106 e 1120. A sua ligação com o Mosteiro de Pombeiro está bem exposta pelo facto de ter conseguido de D. Teresa carta de couto para a comunidade que protegia em 1112, aparecendo aí como patrono, juntamente com o conde Gomes Nunes.

Continua com as tradições familiares que o ligam à terra de Basto, porque aparece em 1110 como governador da terra a residir em Celorico.

Foi filho de Mem Viegas o importante personagem da corte de Afonso Henriques. D. Gonçalo Mendes, o Sousão, que sucedeu como mordomo-mor a Egas Moniz, entre 1157 e 1167, tendo morrido provavelmente neste último ano ou no seguinte. O seu vínculo com o território do Sousa, que provavelmente terá governado como rico-homem, está bem expressa por ter usado o título de Sousa numa época em que a ligação do nome a um lugar ou região era ainda rara.

A documentação mostra os seus interesses pelas terras onde as tradições familiares eram mais antigas, como foi o caso de Pombeiro, no concelho de Felgueiras. Também desempenhou um papel importante na sucessão patrimonial de Egas Moniz. O prestígio que alcançou foi tal que a maior parte das genealogias nobres portuguesas giram em torno dele. Mesmo as linhagens a que o Livro Velho, nos finais do século XIII, confere posições equivalentes surgem em segundo plano.

Historicamente, no entanto, a importância de Gonçalo Mendes deve ter surgido como consequência da que havia alcançado antes do seu irmão Soeiro Mendes, o Grosso. Terá sido este nobre o membro da família que frequentou mais a corte entre de 1121 e 1137, e que auxiliou D. Afonso Henriques no cerco de Guimarães.

Foi também o representante da família que, com sua mãe D. Elvira, figurava em 1128 entre os mais importantes membros da aristocracia portucalense que se constituíram como benfeitores da Ordem do Templo em Portugal. Terá sido governador de Aguiar de Sousa, entre 1121 e 1128.

Soeiro Mendes de Sousa, talvez por não ter deixado descendência legítima, não deu origem a nenhuma família mencionada nos livros de linhagens. Pode ter acontecido o mesmo com o outro irmão, Garcia Mendes.

Após a morte de Gonçalo Mendes, os Sousas continuaram a ocupar os melhores lugares da corte. O seguidor da linhagem, Mendo Gonçalves de Sousa tornou-se mordomo-mor do rei D. Sancho, em 1186. As propriedades da família nas terras de Aguiar de Sousa, Penafiel, Santa Cruz e Felgueiras ainda permaneciam nas mãos dos seus descendentes ao tempo das Inquirições de 1258.



D. Teresa
Imagem de D. TeresaD. Teresa de Leão (1080, Mosteiro de Monte de Ramo (Galiza) ou Póvoa do Lanhoso – 11 de novembro de 1130), também grafada como Tarasia ou Tareja, foi infanta de Leão e, posteriormente, por casamento com o conde D. Henrique, condessa (ou rainha, conforme surge em algumas fontes) de Portugal.

Filha bastarda do rei Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz, uma nobre castelhana, foi dada em casamento, em 1093, a Henrique de Borgonha, nobre francês que ajudara o rei Afonso VI nas conquistas aos mouros. Teresa tinha 13 anos e Henrique 24. Afonso VI doa ao casal o Condado de Portucale, território entre o Minho e o Vouga e, após 1096, entre o Minho e o Tejo.

Enviúva em 1112, já com quatro filhos como descendentes: Afonso Henriques, que viria a ser rei de Portugal,  e as filhas Urraca, Sancha e Teresa Henriques.

Cercada pelas forças de D. Urraca, meia-irmã com quem vive em luta permanente, encerra-se no castelo de Lanhoso, onde consegue negociar o Tratado de Lanhoso (1121) que lhe permite manter o governo do Condado Portucalense.

Deposita total confiança na nobreza galega, sobretudo em D. Perez, conde de Trava, o que indispôs  os nobres portucalenses contra ela e o seu próprio filho, Afonso Henriques. Unidos, estes retiram o poder das mãos da mãe pela força das armas, na batalha de São Mamede, em 24 de junho de 1128. Refugiada na Galiza, D. Teresa é acompanhada pelo nobre galego, de quem vem a ter uma filha.

Os seus restos mortais foram, entretanto, transladados para a Sé de Braga, onde repousam ao lado do primeiro marido, o conde D. Henrique.

Lendas e Curiosidades
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Vestígios ArqueológicosAs escavações arqueológicas realizadas em 2000, tuteladas pelo IPPAR - Instituto Português do Património Arquitetónico, no Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, revelaram restos arqueológicos que evidenciavam a presença de atividade relacionada com a fundição de sinos de bronze.

Os trabalhos arqueológicos permitiram descobrir a existência de um fosso de fundição com câmara de cozedura, construído segundo a técnica descrita pelo monge Theophilus Lombardus, nos séculos XI-XII, na obra De Diversus Artibus, segundo Ricardo Erasun Cortés. De acordo com este autor, o fosso é implantado no interior da igreja para evitar “olhares indiscretos” sobre o trabalho do mestre sineiro, já que esta arte era considerada possuidora de importante segredo. Por outro lado, facilitava a colocação das peças fundidas no seu local definitivo.

Cronologia
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1059 - Fundação do Mosteiro, segundo a tradição;

1099 - Mais antiga referência documental do Mosteiro;

1102 - D. Gomes Eciegas e sua mulher Gontroda assinam uma carta de doação a favor do Mosteiro;

1112 - É concedida a Carta de Couto ao Mosteiro de Pombeiro;

1199 - Data inscrita num silhar embutido, no lado da Epístola, junto da porta de acesso ao claustro. Trata-se de uma epígrafe de caráter funerário que remete para D. Gonçalo, um abade que teve um papel importante no Mosteiro de Pombeiro, fundando algo (“Qui Fundavit…”). Este epitáfio poderá indicar o arranque da fábrica românica de Pombeiro;

1252-1276 - Governo do Abade Rodrigo, tendo-se atingido nesses anos o auge arquitetónico da estrutura medieval do Mosteiro;

1427 - Início da governação por abades comendatários;

1526-1556 - Abaciado de D. António de Melo;

1500-1530 - Data aproximada do programa de pintura mural que revestia parte do interior da igreja. Desta campanha restam hoje alguns fragmentos, patentes nos absidíolos e também num arco desentaipado na parede da nave no lado sul;

1566 - É criada a Congregação dos Monges Negros de São Bento de Portugal;

1568 - As principais estruturas do Mosteiro de Pombeiro encontravam-se muito arruinadas. Só a igreja apresentava alguma nobilitação artística;

1569 - Em 14 de setembro o Mosteiro é integrado na Congregação Beneditina;

1584 - Realiza-se em Pombeiro o 5.º Capítulo Geral da Congregação Beneditina;

1589 - Realiza-se uma visita ao edifício, por ordem de Filipe II, a qual conduz à reforma do Mosteiro de Pombeiro;

1589 - Frei Bernardo de Braga é eleito como abade trienal do Mosteiro de Pombeiro, iniciando-se com esta nomeação o sistema trienal de eleição dos abades;

1629 - Segundo a documentação, neste ano estavam já erguidas as torres da fachada;

1719 - Em março deste ano é lançada a primeira pedra da Capela de Santa Quitéria, que se ergueu sobre a Ermida de São Pedro, estando ela na dependência do Mosteiro de Pombeiro;

1719-1722 - Frei Bento da Ascenção inicia o processo modernização barroca do Mosteiro. Decorrem obras na fachada principal e também na cabeceira da igreja do Mosteiro;

Década de 1760 – Arranque das obras de beneficiação da igreja que lhe viriam a conferir um ambiente de gosto rococó;

1770-1773 – A capela-mor é totalmente reconstruída, sendo a máquina retabular correspondente ao altar-mor executada durante esses anos. De acordo com a documentação, em 1770 fazia-se a caixa do órgão para a igreja do Mosteiro, o qual estava na altura a ser concluído em Guimarães. Intervenção do artista Frei José de Santo António Ferreira Vilaça;

1776 – Continua a transformação da igreja. Os retábulos laterais são vendidos. Inicia-se a execução dos púlpitos, colocados frente a frente, na nave central da igreja, sendo esses terminados no ano seguinte;

1777-1780 – São colocadas novas estruturas no lugar dos retábulos antigos. Neste período executam-se mais dois retábulos laterais;

1783 – Já estava colocado o órgão da igreja do Mosteiro, o qual era então considerado como “hum dos melhores que tem a Ordem”, cuja construção é atribuída a D. Francisco António Solha (1758-1785), organeiro galego que viveu em Guimarães;

1809 – Em 13 de maio deflagra no Mosteiro de Pombeiro um grande incêndio que viria a destruir grande parte da área da comunidade, apenas saindo ilesa da calamidade a igreja;

1819 – Neste ano, e na sequência da campanha iniciada após a catástrofe que atingira o Mosteiro anos antes, ocorrem obras de reconstrução da área da comunidade do Mosteiro: constrói-se a casa do Capítulo, a livraria, a hospedaria, as tulhas, entre outros. Compra de novo recheio para a sacristia;

1822 – Continuavam as obras no claustro, o qual nunca viria a ser concluído;

1834 – Início do processo da extinção das ordens religiosas em Portugal;

1910 – A 23 de junho o Mosteiro de Pombeiro é classificado como Monumento Nacional;

1958-1987 – Durante estes anos decorrem obras, sob a orientação da DGEMN - Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, com vista ao restauro das várias componentes do conjunto, as quais incidiram sobretudo na igreja;

1993-2006 – Realização de trabalhos de reabilitação e recuperação de diversas estruturas, sob direção do IPPAR - Instituto Português do Património Arquitetónico;

1998 – Integração do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro na Rota do Românico do Vale do Sousa;

2009 – Abertura do Centro de Informação da Rota do Românic;

2015 – Trabalhos de conservação e restauro, no âmbito da Rota do Românico, do órgão de tubos localizado no coro-alto da Igreja, inativo há dois séculos;

- Elaboração e instalação no claustro, pelo Município de Felgueiras, de uma réplica da fonte setecentista (1702) que permaneceu no Mosteiro até 1896 e que atualmente se encontra nos jardins da Quinta da Boavista, em Castelo de Paiva.

Especialidades
Arquitetura
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O Mosteiro de Pombeiro, exemplar de arquitetura religiosa, românica e setecentista, é constituído por uma igreja românica de planta longitudinal de três naves com arcos diafragma, falso transepto e cabeceira tripla, reformada na época de Setecentos. Segundo Sereno, Santos e Avellar, da época românica subsistem os absidíolos e duas arquetas sepulcrais com estátua jacente (século XIII). O portal e o grande óculo, da mesma época, denotam a influência do tipo bolonhês. Os toros das arquivoltas devem datar da segunda metade do século XII, mas a rosácea, emoldurada de colunas e arcos românicos e similar à de Roriz e de Paço de Sousa, sugere o princípio do século XIII.

O monumento possui uma planta com desenvolvimento longitudinal, acentuado pela grande profundidade da capela-mor. A fachada principal, orientada a sudoeste, encontra-se enquadrada por duas torres sineiras, rematadas por coruchéus, e conserva o portal românico de sete arquivoltas, assentes em capitéis lavrados. Este é encimado por uma grande rosácea, emoldurada por colunas e arcos românicos. O interior, de três naves, mantém os absidíolos e duas arquetas tumulares.

Planta do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Na parede norte da nave encontra-se uma tampa de sepultura epigrafada, originária da galilé. É possível encontrar uma inscrição num dos silhares da parede do transepto no lado da Epístola. O trifório, sobre o transepto, foi substituído por uma varanda corrida, com remate em lanternim. Já o coro-alto, com cadeiral, apoia-se em arco decorado. Na capela-mor, de grande dimensão, destaca-se o retábulo em talha dourada.

A sul da igreja encontra-se o Mosteiro, do qual já só existe a fachada do claustro e o corpo principal da parte residencial. A primeira, de composição simétrica, rigorosa e bem proporcionada, composta por dois pisos, tem ao nível do rés do chão, uma arcada com nove arcos plenos. No piso encontra-se igual número de janelas de sacada com frontões segmentares e angulares emparelhados.

Alçado do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

A fachada principal do Mosteiro possui quatro portas no andar térreo, três das quais rematadas por frontões. A porta central dá acesso à zona habitacional e as portas laterais ao claustro e à área agrícola. Por cima destas portas existe um conjunto de janelas retangulares de pequena dimensão, que formam o piso intermédio correspondente à área das celas. No prolongamento destas, para o espaço definido pelo claustro, as janelas são falsas, contribuindo apenas para o equilíbrio formal da fachada.
 
No último piso, unidas por um friso contínuo, existe um conjunto de sete janelas de sacada rematadas por frontões angulares, à exceção da central, que tem frontão curvo. Esta exceção reforça o eixo da fachada, que é rematada por cornija com beiral e ao centro um frontão de lanços com brasão no tímpano e três urnas de remate, que se repetem em cada extremidade da fachada. A cobertura é em telhado de diversas águas.

A rosácea da fachada ocidental, a escultura e o alçado do portal principal indicam que a construção do edifício terá sido iniciada, provavelmente, no último quartel do século XII, mas terminada apenas nas primeiras décadas do século XIII. Apesar das reformas efetuadas nos séculos XVII e XVIII, a igreja mantém a estrutura românica inicialmente concebida.

  
Alçado do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro
Em 1629 já existiam duas torres que foram acrescentadas ao projeto inicial, possivelmente em resultado da ruína da galilé, construção destinada a espaço funerário, onde figuravam as armas da antiga nobreza de Portugal. O muro encaixado entre as duas torres e a respetiva rosácea foram deslocados para a frente, no triénio de 1719-1722.

A igreja é constituída por três naves de três ramos, cobertas por arcos-diafragma e madeira. O transepto é apenas notado na altura, destacando-se, pela sua volumetria, no exterior.

O portal principal apresenta-se como um notável exemplo de escultura românica, nomeadamente os capitéis, de inspiração vegetalista, esculpidos em granito por mão hábil. A rosácea, protogótica, denota uma estrutura semelhante à existente em Paço de Sousa, Penafiel.
Mais modernas são as fachadas laterais, exibindo soluções cenográficas típicas dos esquemas de arquitetura e decoração rococó.

Destaque para a inscrição comemorativa da deposição de relíquias na igreja do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, gravada em dois silhares de granito, embutidos na parede leste do transepto, na esquina com o absidíolo sul.

Arqueologia
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Vestígios ArqueológicosAs modificações e transformações a que o Mosteiro de Santa
Maria de Pombeiro esteve sujeito ao longo de quase 10 séculos, nomeadamente as resultantes do incêndio verificado em 1809, aquando das Invasões Francesas, e da extinção da Ordem Beneditina, em 1834, lançaram várias interrogações para as quais a Arqueologia procurou respostas.
 
As primeiras escavações realizaram-se a partir de 15 de abril de 1997, envolvendo os claustros, procurando determinar a planta dos mesmos e dos outros edifícios desde a época medieval à contemporânea. Ao mesmo tempo, estes trabalhos arqueológicos procuraram identificar as várias fases de remodelação a que o Mosteiro esteve sujeito, até à reconstrução verificada após o incêndio de 1809.
  
Até 2006, segundo José Mendes Pinto, foi possível reconstituir a planta da abside da capela-mor, verificar a originalidade dos absidíolos laterais e a implantação da fachada poente da igreja, determinar as variações ao longo dos séculos da planta da sacristia, Sala do Capítulo e parte da ala nascente, verificar os princípios da hidráulica monástica, constatar os ritmos de enterramento no claustro e na igreja, e escavar a ala sul, onde se encontrou a cozinha e o refeitório, ambos desaparecidos.

Fonte de Santa Bárbara

Paralelamente, as escavações arqueológicas incidiram sobre a procura das infraestruturas da Fonte de Santa Bárbara, junto à estrada antiga no início do Terreiro. Esta foi construída em 1754, segundo o autor, com alguma grandiosidade pelos monges, para apoio do povo do lugar e dos peregrinos que visitavam o local, vindos da estrada de Guimarães.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa, no qual foram definidas as linhas diretrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projetos técnicos de execução e respetivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, enunciaram-se as condicionantes consideradas de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.
  
O objetivo do Estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Proteção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Envolvente do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Procedeu-se, também, à definição das áreas de atuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios e, simultaneamente, corrigir e/ou criar estruturas e infraestruturas de apoio.

No Mosteiro de Pombeiro, perante a qualidade arquitetónica do edifício e os vestígios com interesse arqueológico encontrados na envolvente imediata, o Estudo defende a necessidade da manutenção e beneficiação do enquadramento paisagístico proporcionado pelo vale agrícola onde se encontra implantado o imóvel.

No que se refere à envolvente paisagística, este Estudo entende que as espécies vegetais típicas dos cursos de água deverão ser repostas, tal como os campos deverão ser compartimentados para manter as linhas de drenagem e a estabilização das margens.

Envolvente do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro_Aqueduto

Galeria
  • +Retábulo da sacristia do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Nave central do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Imagem de Santa Maria Maior do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Pintura mural renascentista do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Arca tumular e jacente do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Escavações no Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

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  • +Nave central do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

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  • +Fachada principal do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

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  • +Coro Alto do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Fachada lateral do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

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  • +Portal ccidental do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Capitéis do portal ocidental do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Fachada ocidental do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Claustro do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Aduelas do portal ocidental do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Orgão do coro alto do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Arcazes da sacristia do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Absidíolo exterior do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Capitéis do portal ocidental do Mosteiro de Pombeiro

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  • +Aduelas do portal ocidental do Mosteiro de Pombeiro

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Bibliografia

BESSA, Paula – “Pintura mural em Santa Marinha de Vila Marim, S. Martinho de Penacova, Santa Maria de Pombeiro e na Capela Funerária anexa à Igreja de S. Dinis de Vila Real: parentescos pictóricos e institucionais e as encomendas do Abade D. António de Melo”. Separata de Cadernos do Noroeste . Braga: Universidade do Minho. Série História 3, vol. XX, nº1-2 (2003) p.67-96.

BESSA, Paula Virgínia de Azevedo – “O mosteiro de Pombeiro e as igrejas do seu padroado: mobilidade de equipas de pintura mural”. In Artistas e artífices e a sua mobilidade no mundo de expressão portuguesa: actas do VII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte, 2005 . Porto: Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2007. p. 439-447.

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FERNANDES, M. Antonino – Pombeiro e o seu fundador D. Gomes Aciegas . Felgueiras: Câmara Municipal de Felgueiras, 1991.

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LENCART, Joana – O Costumeiro de Pombeiro: uma comunidade Beneditina no século XIII . Lisboa: Editorial Estampa, 1997.

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ROSAS, Lúcia (coord.) – Românico do Vale do Sousa. Lousada: Comunidade Urbana do Vale do Sousa, 2008.

ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO
MF/Finanças, cx. 2244, Inventário nº 312, Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro. 

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