Informação Geral
Ponte de Vilela 
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  • Nome: Ponte de Vilela
  • Tipologia: Ponte
  • Classificação: Em vias de classificação
  • Concelho: Lousada
  • Horário da Visita: Livre 
  • Preço da Entrada: Gratuito 
  • Serviços de apoio:
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt  
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:
    Lugar de Vilela, freguesia de Aveleda, concelho de Lousada, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A24 (Chaves/Viseu), da A7 (Póvoa de Varzim) ou da A4 (Bragança/Matosinhos) siga na direção de Felgueiras pela A11 (Esposende/Marco de Canaveses). Saia no nó de Caíde da A11, seguindo depois a sinalização da Ponte de Vilela.

    A partir do Porto opte pela A4 (Vila Real) e depois pela A11 (Felgueiras). Saia no nó de Caíde e siga a sinalização da Ponte de Vilela.
      
    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 CREP. Depois escolha a A4 (Vila Real) e a A11 (Felgueiras). Saia no nó de Caíde e siga a sinalização da Ponte de Vilela.

    Se já se encontra na vila de Lousada tome a direção da Ponte de Vilela, passando junto ao complexo das Piscinas Municipais.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 16' 8.53" N / 8° 14' 53.31" O  
História
História
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Ponte de VilelaConsiderando as características técnicas e construtivas, a Ponte de Vilela deverá datar dos séculos XVII-XVIII, sendo certo que já existia em 1758, pois é referenciada nas Memórias Paroquiais.

A Ponte é utilizada para assegurar a travessia do rio Sousa entre os lugares de Vilela, de Vilar de Nuste e de Cartão.

Lendas e Curiosidades
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O período medieval é caracterizado por uma forte expansão demográfica, pelas cruzadas, por peregrinações e uma grande mobilidade das pessoas. A economia cresce e desenvolve-se, a par de mutações sociais e culturais. A densidade de ocupação do território incrementa-se em resultado da valorização das terras.

A economia baseia-se na agricultura, mas a produção de linho e lã para produção de vestuário também é significativa. Os policultivos das terras são, sobretudo, de subsistência, surgindo o pão como o símbolo e base da alimentação.

Ponte de Vilela

Perante este cenário, o transporte de bens e produtos, especialmente os de maior volume e peso, ganha particular relevância na economia da época. O principal meio de transporte é o carro puxado por bois.

A existência de vias de comunicação e o desenvolvimento de meios de locomoção permitiram a construção de magníficos edifícios românicos, a partilha das equipas de construtores e potenciou as influências estilísticas.

Como refere Carlos Almeida, as estradas e os caminhos são como “veias de um corpo”, por onde “as comunidades organizam a ocupação e usufruição do seu território, o qual reflete o nível da sua vida social e da sua economia”.

Neste contexto de mobilidade, a construção de pontes surge, naturalmente, logrando um amplo desenvolvimento no período medieval, que lhes dedicou um alargado interesse.

A história da construção de pontes, desde os finais do século XI até ao século XIV, revela que estas eram atos de piedade, com reis, eclesiásticos e nobres a legarem, nos seus testamentos, donativos para que estas se erguessem. São estes atos que possibilitam a construção efervescente de pontes na época medieval.

Para a edificação de pontes medievais procuraram-se bons alicerces e sítios firmes, conforme afirma Almeida, e daí o facto de resistirem melhor ao tempo e às cheias.

As obras, executadas a partir de donativos dispersos, eram organizadas através de uma espécie de confraria, que procurava reunir os fundos necessários. Muitos destes responsáveis acabaram santificados, fruto da natureza piedosa que simbolizava a edificação deste género de construções.

Cronologia
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1998 – Integração da Ponte de Vilela na Rota do Românico do Vale do Sousa;

2011 – Trabalhos de manutenção e conservação geral da Ponte, no âmbito da Rota do Românico.

Especialidades
Arquitetura
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Esta obra da construção viária é um exemplar da arquitetura civil pública, composta por ponte de tabuleiro plano, com extremidades rampantes, assente sobre quatro arcos de volta perfeita iguais.
 
O monumento está construído em cantaria granítica, composto por quatro arcos de volta perfeita, apoiados em três pegões cegos, reforçados com talhamares triangulares, a montante, e talhantes quadrangulares, a jusante. Os vãos dos dois arcos laterais estão, atualmente, assoreados.

O tabuleiro é horizontal sobre os arcos centrais e rampante nos topos, encontrando-se pavimentado com lajes graníticas. Os silhares não apresentam qualquer sigla, elemento quase sempre presente nas pontes medievais.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa, no qual foram definidas as linhas diretrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projetos técnicos de execução e respetivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, enunciaram-se as condicionantes consideradas de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.

Envolvente da Ponte de Vilela

O objetivo do Estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Proteção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Procedeu-se, também, à definição das áreas de atuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios e, simultaneamente, corrigir e/ou criar estruturas e infraestruturas de apoio.

A limpeza do rio é primordial para a defesa do património. A Ponte de Vilela é prejudicada pela vedação e estaleiro existente na margem direita do rio Sousa, conjuntamente com o depósito de detritos decorrente de demolições e abrigos para a transformação de granito.

Outro elemento a remodelar é o toldo do estabelecimento de restauração da margem esquerda, cujo efeito negativo na envolvente é exercido pela sua escala e tonalidade.

Recuperação e Valorização
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A Ponte de Vilela foi objeto de obras de conservação e consolidação dos paramentos e do pavimento, incluindo o tratamento do arruamento de acesso pelas duas margens e drenagem das águas pluviais, bem como a conservação e valorização das margens na envolvente próxima, nomeadamente a iluminação do monumento e o tratamento da área de estacionamento para visitantes.

Recuperação da Ponte de Vilela

Procedeu-se à remoção da vegetação existente nos paramentos da ponte, desinfestando-se as alvenarias e as juntas por intermédio de herbicida, repondo-se as que estavam em posição incorreta ou na área envolvente à ponte. Foram fornecidas alvenarias idênticas às existentes, tendo estas sido lavadas com água e escova de nylon sem aditivos.

Recuperação da Ponte de Vilela

Relativamente ao pavimento, depois de ter sido retirada a vegetação, procedeu-se à remoção do lajeado de pedra nos locais onde existia desnivelamento, sendo recolocado após recuperação e consolidação.

Recuperação da Ponte de Vilela

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Saber mais
Bibliografia

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de – História da Arte em Portugal: o Românico. Lisboa: Editorial Presença, 2001.

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de; BARROCA, Mário Jorge – História da Arte em Portugal: o Gótico. Lisboa: Editorial Presença, 2002.

MALHEIRO, Miguel [et al.] – “Ponte de Vilela”. In Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa: 2ª Fase. Porto: [s.n.], 2005. Vol. II.

ROSAS, Lúcia (Coord.) – Românico do Vale do Sousa. Lousada: Comunidade Urbana do Vale do Sousa, 2008.

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