Rota do Românico do Vale do Sousa
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Dois Dias no Românico

Quer aproveitar um fim-de-semana ou tem apenas dois dias para ficar a conhecer a Rota do Românico do Vale do Sousa? Aconselhamos que concentre as suas atenções em 16 dos 21 monumentos da Rota, divididos pelos percursos Norte e Sul.

Primeiro dia – 8 monumentos

O Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, em Felgueiras, representa o modo como as ordens religiosas se instalavam nessa época. Um curso de água e terras férteis permitiam a sobrevivência da comunidade monástica. Aprecie a magnífica escultura românica do seu portal principal em granito, bem como a rosácea que ornamenta a fachada. No interior, descubra o retábulo-mor, do século XVIII, esculpido em madeira de castanho dourada.
 
Siga para a Igreja de São Vicente de Sousa, que, no exterior, apresenta duas inscrições de relevância para a sua datação. Uma refere-se a uma inscrição funerária ou comemorativa da construção de um arcossólio (concavidade que servia para colocar um túmulo), de 1162, e a segunda coloca a sagração da igreja a 1214.
 
Continue para a Igreja do Salvador de Unhão, um dos exemplos mais admiráveis do Românico português, na qual poderá apreciar a imagem de Nossa Senhora do Leite, uma escultura em calcário de origem desconhecida.
 
Um pouco mais à frente encontra a Igreja de Santa Maria de Airães, um interessante exemplar do Românico de Resistência, cujo portal apresenta semelhanças com outras igrejas do Vale do Sousa.
  
Depois, siga para o concelho de Lousada, directamente para a Torre de Vilar. Esta construção militar destaca-se na paisagem, assumindo a sua importância no contexto da defesa do território.
  
Sobre o rio Sousa, ergue-se a Ponte de Vilela, em cantaria granítica, desenhada em quatro arcos de volta perfeita.
 
Mais à frente, entre na Igreja de Santa Maria de Meinedo, um edifício de grande prestígio que acolheu, durante o século VI, a sede de um Bispado. No interior, observe a escultura de Nossa Senhora de Meinedo ou Nossa Senhora das Neves, do período gótico, embora a ausência da policromia lhe confira uma aspecto arcaico.

Já no concelho de Paços de Ferreira, encontra-se o Mosteiro de São Pedro de Ferreira, uma obra de singular arquitectura, com motivos ornamentais provenientes de diversas regiões e oficinas.
  
Segundo dia – 8 monumentos
 
Peça fundamental para a datação do Românico de Resistência no Vale do Sousa, o Mosteiro de São Pedro de Cête, em Paredes, foi fundado no século X, apesar da actual construção corresponder a uma época mais tardia. A capela funerária do seu fundador, D. Gonçalo Oveques, pode ser apreciada no interior da torre.
 
Uma das principais figuras da região, D. Egas Moniz, descendente de uma das primeiras e mais influentes famílias da Nobreza da primeira monarquia portuguesa, os Ribadouro, está sepultado no Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa, em Penafiel. No seu túmulo é possível admirar as gravações escultóricas da sua viagem a Toledo, na qual ofereceu a sua vida e a da sua família pela falta de cumprimento de palavra do rei D. Afonso Henriques.
 
Próximo do Mosteiro espante-se com um dos seis exemplares conhecidos em Portugal de monumentos de índole funerária. O Memorial da Ermida terá servido para colocar o túmulo de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I, aquando do seu cortejo fúnebre até ao Mosteiro de Arouca.
 
D. Mafalda terá sido a responsável pela construção da Igreja de São Pedro de Abragão, em Penafiel, que ainda mantém a cabeceira românica.
  
A tradição indica, igualmente, D. Mafalda como a fundadora da Igreja de São Gens de Boelhe, um belo exemplar do românico rural do Vale do Sousa. Detenha-se nos muros, repletos de siglas geométricas e alfabéticas, marcas dos seus autores, e nas palmetas executadas a bisel nos capitéis do portal, exemplares típicos da arquitectura da região.
 
Mais à frente, encante-se com a Igreja do Salvador de Cabeça Santa, onde se preserva a relíquia de Santo Tirso. A arquitectura patenteia a itinerância dos artífices da época, registando influências de outras proveniências.
 
Do outro lado do rio Douro, em Castelo de Paiva, descubra o Marmoiral de Sobrado, que terá servido para a paragem do cortejo fúnebre de D. Mafalda. Este monumento apresenta uma arquitectura diferente dos restantes memoriais ao não possuir arco.
  
De regresso a Penafiel, pare em Eja, na Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios. Fundada e com um importante papel na época da Reconquista, a actual construção é mais tardia, representando o estilo Românico de Resistência.

Anexos:
  • Percurso_Norte_da_Rota_do_Romanico_do_Vale_do_Sousa

     (pdf, 751 Kb)

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  • Percurso_Sul_da_Rota_do_Romanico_do_Vale_do_Sousa

     (pdf, 699 Kb)

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  • Mapa_da_Rota_do_Romanico_do_Vale_do_Sousa

     (pdf, 10 Mb)

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  • Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro Aumentar
  • Igreja de São Vicente de Sousa Aumentar
  • Igreja do Salvador de Unhão Aumentar
  • Igreja de Santa Maria de Airães Aumentar
  • Torre de Vilar Aumentar
  • Ponte de Vilela Aumentar
  • Igreja de Santa Maria de Meinedo Aumentar
  • Mosteiro de São Pedro de Ferreira Aumentar
  • Mosteiro de São Pedro de Cête Aumentar
  • Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa Aumentar
  • Memorial da Ermida Aumentar
  • Igreja de São Pedro de Abragão Aumentar
  • Igreja de São Gens de Boelhe Aumentar
  • Igreja do Salvador de Cabeça Santa Aumentar
  • Marmoiral de Sobrado Aumentar
  • Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios Aumentar
Links relacionados:
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