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Um dia no românico

A Rota do Românico permite, também, que a visitem ao longo de um único dia. Dos 21 monumentos que a compõem, sugerimos que parta à descoberta destes oito.

O Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, em Felgueiras, representa o modo como as ordens religiosas se instalavam nessa época, motivadas pela existência de um curso de água e terras férteis que permitiam a sobrevivência da comunidade monástica. Aprecie a magnífica escultura românica do seu portal principal em granito, bem como a rosácea que ornamenta a fachada. No interior, descubra o retábulo-mor, do século XVIII, esculpido em madeira de castanho dourada.

Siga para a Igreja de São Vicente de Sousa que, no exterior, apresenta duas inscrições de relevância para a sua datação. Uma refere-se a uma inscrição funerária ou comemorativa da construção de um arcossólio, de 1162, e a segunda coloca a Sagração da Igreja a 1214.

 Prossiga para o concelho de Lousada, diretamente para a Torre de Vilar. Esta construção de tipologia militar destaca-se na paisagem, assumindo a sua importância no contexto da defesa do território.

Já no concelho de Paços de Ferreira encontra-se o Mosteiro de São Pedro de Ferreira, uma obra de singular arquitetura, com motivos ornamentais provenientes de diversas regiões e oficinas.

Peça fundamental para a datação do românico de resistência no Tâmega e Sousa, o Mosteiro de São Pedro de Cête, em Paredes, foi fundado no século X, apesar de a atual construção corresponder a uma época mais tardia. A capela funerária do seu fundador, D. Gonçalo Oveques, pode ser apreciada no interior da torre.

Uma das principais figuras da região, D. Egas Moniz, descendente de uma das primeiras e mais influentes famílias da nobreza da primeira monarquia portuguesa, os Ribadouro, está sepultado no Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa, em Penafiel. No seu túmulo é possível admirar as gravações escultóricas da sua lendária viagem a Toledo, na qual ofereceu a sua vida e a da sua família pela falta de cumprimento de palavra do rei D. Afonso Henriques.
 
D. Mafalda, filha de D. Sancho I e neta de D. Afonso Henriques, terá sido a responsável pela construção da Igreja de São Pedro de Abragão, que ainda mantém a sua bela cabeceira românica.
  
Finalmente, ainda em Penafiel, encante-se com a Igreja do Salvador de Cabeça Santa, A arquitetura patenteia a itinerância dos artífices da época, registando influências de outras proveniências.

Anexos:
  • Percurso Norte da Rota do Românico

     (pdf, 751 Kb)

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  • Percurso Sul da Rota do Românico

     (pdf, 699 Kb)

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  • Mapa da Rota do Românico

     (pdf, 10 Mb)

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  • Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro Aumentar
  • Igreja de São Vicente de Sousa Aumentar
  • Torre de Vilar Aumentar
  • Mosteiro de São Pedro de Ferreira Aumentar
  • Mosteiro de São Pedro de Cête Aumentar
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  • Igreja de São Pedro de Abragão Aumentar
  • Igreja do Salvador de Cabeça Santa Aumentar
Links relacionados:
  1. > Dois dias no românico
  2. > Quatro dias no românico