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Mosteiro de Santo André de Ancede  
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  • Nome: Mosteiro de Santo André de Ancede
  • Tipologia: Mosteiro
  • Classificação: Monumento de Interesse Público, pela Portaria n.º 225/2013, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12 de abril de 2013.
  • Concelho: Baião
  • Dia do Orago: Santo André - 30 de novembro 
  • Horário do Culto: Domingo - 11h00 
  • Horário da Visita: Igreja: por marcação; Capela do Despacho, CIVV e Mosteiro: 5.ª F a dom.: 9h-13h (última entrada: 12h) e 14h-17h (última entrada: 16h); restantes dias: por marcação 
  • Serviços de apoio:

    A marcação de visitas à Igreja do Mosteiro de Ancede deverá ser efetuada junto dos serviços da Rota do Românico:

     

    A marcação de visitas à Capela do Senhor do Bom Despacho, ao CIVV - Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho (inclui os antigos espaços dos Celeiros, Adega e Lagares) e às Alas do Mosteiro, deverá ser efetuada junto dos serviços do Museu Municipal de Baião (mosteiro.ancede@cm-baiao.pt; telef. 968 476 164 ou 255 540 550), respeitando o tarifário em vigor:

    - CIVV: 2 euros

    - Capela do Despacho: 2 euros

    - Alas do Mosteiro: 1 euro

     

    Descontos (não inclui grupos):

    - 50% de desconto para jovens até aos 12 anos; cidadãos com mais de 65 anos de idade; portadores do cartão jovem; portadores do cartão de professor.

     

    Grupos com número igual ou superior a 20 pessoas: 1 euro por pessoa para visitar cada um dos espaços (CIVV + Capela do Despacho + Alas do Mosteiro: 3 euros).

     

    Prova de vinho no CIVV: 2 euros por pessoa.

  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488   
  • Fax: 255 810 709   
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt    
  • Web: www.rotadoromanico.com  
  • Localização:
    Lugar do Mosteiro, União das Freguesias de Ancede e Ribadouro, concelho de Baião, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A24 (Chaves/Viseu), da A7 (Póvoa de Varzim) ou da A11 (Esposende/Marco de Canaveses) siga na direção da A4 (Bragança/Matosinhos). Saia para o Marco de Canaveses e siga depois para Baião. Rume a Ancede seguindo a sinalização da Rota do Românico / Mosteiro de Ancede.

     

    A partir do Porto opte pela A4 (Vila Real). Saia para o Marco de Canaveses, rume a Baião e depois a Ancede.

     

    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 CREP (Vila Real). Escolha depois a A4 (Vila Real) e saia para o Marco de Canaveses. Continue até Baião e depois até ao Mosteiro de Ancede.

     

    Se já se encontra na vila de Baião, siga na direção de Ancede, respeitando a sinalização da Rota do Românico / Mosteiro de Ancede.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 6' 7.26" N / 8° 3' 25.05" O 
História
História
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Mosteiro de Ancede (Fotografia: © SIPA – IHRU)Edificada numa encosta voltada ao Douro, a Igreja dedicada ao apóstolo Santo André, em Ancede, foi a cabeça de um extenso património religioso, espiritual e económico.

A carta de coutamento, datada de 1141, definiu os limites de uma área considerável de domínio a partir da qual, os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho dirigiram um importante trabalho de humanização.

Mas a sua área de influência estabeleceu-se muito além da cerca monástica e do próprio couto. Somando a aquisição de património fundiário e de certos direitos ao longo do vale do Douro desde cedo os monges souberam tirar partido da exploração dos recursos naturais e, sobretudo, do manejamento de técnicas para criar um importante entreposto comercial baseado na produção e exportação de vinho e na administração das rendas que lhes eram devidas pela posse de um considerável conjunto de propriedades a norte e sul do Douro.

Talvez por isso pareça ainda menos provável a lenda que explica o nome Ancede e a hipotética transferência do núcleo monástico inicialmente instalado em Ermelo. Diz a voz popular que D. Afonso Henriques autorizou a deslocação dos monges com base na queixa apresentada pelos mesmos: "haviam sede" pois o lugar de Ermelo era escasso em águas.

Pois "se hão sede", replicou o monarca, "mudem-se". Não o era o caso e, mesmo que o fosse, as técnicas e o saber monástico teriam resolvido essa e outras questões, como no caso do assento atual da Igreja e complexo monástico, profundamente alterado desde a Idade Média e bem servido de canais e aquedutos capazes de assegurar o abastecimento de água aos seus habitantes.

Da Época Medieval são parcos os vestígios existentes. O elemento mais significativo é a rosácea românica, tardia, que se conserva na parede fundeira da capela-mor da Igreja e um trecho do paramento do alçado lateral norte da cabeceira.

Todo o restante corpo eclesial, mosteiro e dependências monásticas são já fruto das correntes artísticas que marcaram os séculos XVI a XIX.

Embora, quase desde a sua fundação até á sua extinção, em 1834, o Mosteiro de Ancede tenha constituído uma casa próspera, dois períodos são particularmente notáveis na história do edifício: a viragem da Idade Média para a Época Moderna (séculos XV e XVI) e o século XVIII.

No primeiro reflete-se a aproximação dos priores à cidade do Porto, aproveitando o estatuto de vizinhança da cidade para escoar o vinho e outros produtos através de Ancede. No segundo momento, apesar de ter sido integrada no património do convento de São Domingos de Lisboa em 1559, a partir de 1689, procedeu-se à edificação de uma Igreja nova, fundindo os templos monástico e dos fregueses e à construção ou reedificação de vários edifícios na órbita do Mosteiro.

De todas estas obras, a mais importante foi a edificação da Capela do Senhor do Bom Despacho, levantada no vasto adro da Igreja, contígua ao muro que sustém a zona das adegas e demais edifícios para uso agrícola.

Trata-se de um pequeno templo, de planta octangular, edificado em 1731, e que dá expressão a um programa artístico barroco algo extravagante com cenas da vida de Maria, da Infância de Cristo e da Paixão de Cristo, sendo estas relativas na sua maior parte aos mistérios contidos no Rosário, cenas tão do agrado da ordem dominicana responsável por todo o programa iconográfico da capela.

Voltando à Igreja, devemos destacar a cruz processional do século XIV; a escultura de Santa Luzia e o tríptico de São Bartolomeu peças datadas dos inícios do século XVI de origem flamenga; o conjunto de pinturas que invocam os Passos e a Paixão de Cristo, obras da segunda metade do século XVII; assim como o acervo escultórico disperso pela Igreja e sacristia, de matriz barroca e executados entre meados do século XVII e os finais do XVIII.

Há a destacar, igualmente, a Cabeça Santa de Ancede. Um invólucro de prata, sem lavores, oculta parte de um crânio humano, supostamente pertencente a um antigo cónego regrante de Ermelo que em vida curava a raiva e, depois de morto, as suas relíquias prosseguiram com fama de milagrosas.

O conjunto monástico foi esvaziado em 1834 do seu capital humano, tendo sido adquirido no ano seguinte por José Henriques Soares, mais tarde barão de Ancede, importante negociante e político liberal.
Personalidades Históricas
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José Henriques Soares
Filho de Joaquim José Soares e de Maria da Purificação e Silva, José Henriques Soares nasceu a 6 de julho de 1785 e faleceu a 4 de julho de 1853, sendo sepultado no Cemitério da Lapa, no Porto.

Emigrou para o Brasil onde fez fortuna, regressando depois ao país que o viu nascer, fixando residência na cidade do Porto. Foi um importante negociante, político liberal, membro da Associação Comercial do Porto, par do reino (nomeado a 3 de maio de 1842) e a 12 de dezembro desse mesmo ano recebeu, por carta outorgada pela rainha D. Maria II (1819-1853), o título de Barão de Ancede.

Casou a 13 de dezembro de 1812 com Teresa Delfina Campeam e com o falecimento desta uniu-se em segundas núpcias com Ana Máxima de Lima Machado, a 24 de julho de 1826. Deste casamento nasceu Henriques Soares, que viria a torna-se no segundo barão de Ancede.

José Henrique era uma figura importante para o Mosteiro de Ancede, em virtude de sair de sua casa - Quinta de Vale da Cunha - as toalhas para a mesa desta casa religiosa. A sua ligação fica mais provada e marcada quando, em 1835, o senhor Barão adquiriu, em hasta pública, este imóvel monástico após a sua extinção ocorrida em 1834. Por esta razão encontramos o seu brasão no portal norte do Mosteiro.
Lendas e Curiosidades
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Ancede
Uma lenda que explica o nome Ancede e a hipotética transferência do núcleo monástico inicialmente instalado em Ermelo. Diz a voz popular que D. Afonso Henriques autorizou a deslocação dos monges com base na queixa apresentada pelos mesmos: "haviam sede" pois o lugar de Ermelo era escasso em águas. Pois "se hão sede", replicou o monarca, mudem-se.



Cabeça Santa
A origem obscura desta caveira vem narrada no Agiologio lusitano no primeiro de maio, data em que supostamente se pretendia venerar a figura de um D. Giraldo, cónego regular que vivera no mosteiro de Ermelo, “onde floreceo com religiosas virtudes”. Embora se desconheça a biografia deste venerando frei, o autor do Agiologio, contrariando outros hagiógrafos que o denominaram Mamede, indica a localização da sua sepultura na velha igreja de Ermelo.

Uma figueira, que brotara do seu túmulo, possuía propriedades milagrosas, servindo como auxílio a partos difíceis. Além disso, as dores de costas passavam quando em contacto com a pedra da sepultura, mas era a própria cabeça que, presumivelmente exumada de Ermelo e conduzida a Ancede, providenciava o amparo contra a hidrofobia ou raiva.

Corria a lenda que, quer em vida, quer após a morte, Gerardo, Giraldo ou Geraldo ou ainda Mamede “miraculava os hidrófobos, sarando-os”. Por esta razão acorriam no primeiro de maio à igreja de Ancede homens e mulheres e, particularmente, pastores e criadores de gado para entregar nas mãos do obscuro monge, a cura do seu corpo e dos seus animais.

No século XVIII, já designado como Berardo, é dito que a sua cabeça era venerada no altar colateral esquerdo, “metida em hua urna de prata coberta com um veo de tenilha vermelha com franja de retroz e suas cortinas com ramos de ouro e outros animais”.

Esta cabeça ainda se encontra no Mosteiro de Santo André de Ancede.



Frei Comilão
Em tempos de João III, havia no Convento de Ancede um frade que estava permanentemente disposto a comer, mas pouco disponível para rezar. Era sempre o primeiro a rumar para o refeitório mas o último a chegar ao coro.

Quando os superiores o repreendiam, respondia: - Muito comer, pouco rezar e nunca pecar leva a alma a bom lugar!

Um dia, os seus colegas conventuais resolveram preparar um beberete e ir tomá-lo a Oliveira, mas como receavam o excessivo consumo de frei Comilão não lhe disseram nada. Este porém, com um sexto sentido bastante apurado para manjares, percebeu a astúcia dos seus irmãos e, antecipando-se-lhes, partiu para a terra onde seria o repasto.

Quando chegou junto do rio, viu que não tinha barco que o levasse à outra margem. Mas o apetite era tanto que logo teve uma ideia: tirou o capote monástico, estendeu-o no rio e nele navegou até à outra margem.

Quando os outros frades chegaram a Oliveira, ficaram desapontados: lá estava frei Comilão a saborear como aperitivo aquele desapontamento enquanto repetia com a calma habitual: - Muito comer, pouco rezar e nunca pecar leva a alma a bom lugar!


Frei Comilão
"Consta que na mesma data, entumescera, em fama do venerando convento, a existência de um outro frei, cognominado de "Frei Comilão", por ter fama (e proveito!) de ser comedor de marca.
Quando mansamente o admoestavam por tal, respondia, com calma:
Muito comer
Pouco rezar
E nunca pecar
Leva a alma a bom lugar.
Filosófica condensação de sãos preceitos.
Ora, dizem que, uma vez, os frades de Ansede deliberaram dar um beberete (o actual piquenique) em Oliveira, da banda de lá do rio Douro. Tementes da gula e capacidade gástrica de Frei Comilão, não o preveniram, a escusarem-se da sua presença. Mas, o dito frei, teve de tal notícia, e quando chegou a riba de cá e viu que todas as embarcações para lá tinham sido levadas , sem receio tirou o capote monástico, o lançou ao rio, e nelle vagou em paz até à outra riba (margem). É o chamado "milagre do Capote". Como o miraculoso frade navegava a direito, chegou primeiro, que os outros freis, e locupletou-se com as iguarias que a criadagem tinha já transportado!"

LEÃO, Armando - "A Cabeça Santa de Ansede". Jornal do Médico, n.º 99 (1944) 114-115.
Cronologia
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1141 - Atribuição, por D. Afonso Henriques, da carta de couto à honra de Ancede;

1144 - A Igreja de Gove (Baião) é anexada ao património do Mosteiro;

1258 - Era prior do Mosteiro um Dom Diogo que desconhecia a sua origem;

1294 - A igreja de São Miguel de Oliveira do Douro (Cinfães) foi anexada ao património do Mosteiro;

1320 - A Igreja de Ancede foi taxada em 550 libras para auxílio das Cruzadas;

1366 - Ocorreu um incêndio na Igreja de Santo André;

1391 - À anterior doação, junta-se o padroado sobre a Igreja de São Miguel de Oliveira do Douro;

1559 - O Mosteiro de Ancede e todos os seus bens, privilégios e rendimentos são integrados no património do Convento de São Domingos de Lisboa;

Séculos XVII- XVIII - Grandes investimentos no espaço monástico (cerca e igrejas);

1689 - A nova Igreja é benzida e dedicada na festa de Natal deste ano;

1745 - A atual torre sineira ainda não tinha sido edificada;

1864 - A Igreja de Ancede encontrava-se em bom estado de conservação, apenas necessitando de pintura;

2001-2013 - Conservação e restauro do celeiro, adega e lagares e criação de infraestruturas sanitárias;

2002 - Sondagens arqueológicas no âmbito dos trabalhos de criação de infraestruturas sanitárias;

2004-2005 - Recuperação do beiral, da eira e da casa dos moços, então denominada casa do caseiro;

2005 - Sondagens arqueológicas no âmbito do projeto de remodelação e reconstrução da casa do caseiro e do beiral;

2007 - Abertura do Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho;

2010 - O Mosteiro de Ancede passa a integrar a Rota do Românico;

2010-2011 - Consolidação e manutenção das alas principais do Mosteiro e conservação e restauro da capela do Senhor do Bom Despacho, incluindo parte do seu recheio artístico;

2013 - Sondagens arqueológicas nos antigos edifícios da hospedaria e casa dos moços;

2013 - O Mosteiro de Ancede é classificado como Monumento de Interesse Público;

2014-2015 - Sondagens arqueológicas no interior do espaço religioso, na zona envolvente das principais alas do Mosteiro e na área da quinta.

Especialidades
Arquitetura
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Encontramos em Ancede uma Igreja com uma cabeceira de larga escala e três longas naves de características maneiristas. No exterior, os elementos ornamentais, de matriz classicizante, são centrados em torno do portal lateral da Igreja que se abre ao adro.

O elemento medieval remanescente mais significativo é a rosácea românica, tardia, que ainda hoje se conserva na parede fundeira da capela-mor. O modo como a sua grelha de pedraria se articula em círculos e a modenatura, que lembra um encordoado que se entrecruza, têm vindo a ser comparados com a rosácea que encima o arco cruzeiro na Igreja paroquial de Águas Santas (Maia) ou da fachada principal da Igreja de Santiago de Antas (Vila Nova de Famalicão).

Além deste elemento, conserva-se um trecho de paramento medieval no alçado lateral norte da cabeceira e no alçado lateral sul, em área correspondente aos primeiros tramos da Igreja.

Planta do Mosteiro de AncedePartindo destes dados e de uma análise aos poucos vestígios que da Idade Média ainda persistem neste imóvel, pelo menos visíveis, podemos considerar que estes resultam de uma campanha já realizada nos finais do século XIII.

Assim sendo, pouco ou nada sabemos sobre a estrutura da Igreja românica. A grande escala da atual cabeceira, certamente pensada para albergar o retábulo-mor na sua monumentalidade e pujança aquando da grande campanha seiscentista, pouco nos permite aferir sobre como seria no período românico.

No entanto, tendo em conta os exemplos conhecidos de igrejas monásticas para esta época, podemos alvitrar que a primitiva cabeceira seria seguramente de menores dimensões ou, quanto muito, não tão elevada.

As obras terão sido uma constante nesta Igreja, como pode ser verificado através da análise dos silhares, de diferentes matizes.

A fachada principal encontra-se em parte ocultada por uma torre sineira oitocentista.

No lado sul da Igreja existe, atualmente, uma sacristia, mas a sua disposição e arquitetura alerta para o facto de, em outros tempos, uma outra função terá aqui existido, em virtude de esta nos mostrar enterramentos - conforme denunciam as tampas do pavimento - e os três nichos da parede oriental sugerirem que este espaço seria, seguramente, uma dependência ligada a um claustro anterior ao atual.
Arqueologia
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Quatro áreas do espaço dos antigos edifícios da Hospedaria e Casa dos Moços do Mosteiro de Ancede serão alvo de trabalhos arqueológicos, numa área global de intervenção de 36 m2.

O objetivo destas sondagens arqueológicas é esclarecer a extensão e área de implantação dos edifícios mencionados (planta, volumetria, diacronia), bem como a análise dos vestígios conservados, importantes para o desenvolvimento do projeto de arquitetura previsto para aqueles espaços.
Recuperação e Valorização
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Resultado do processo de extinção das ordens religiosas em 1834, o Mosteiro de Ancede é vendido em hasta pública, passando a ser propriedade do Visconde de Vilarinho de São Romão. Mais tarde, em 1932, a igreja e a capela passam para a paróquia de Ancede.

A valorização da Capela do Senhor do Bom Despacho ocorre a 29 de novembro de 1982, sob a proposta de classificação da Câmara Municipal de Baião, entidade que adquire o Mosteiro, por compra, em 1985, passando o respetivo monumento a imóvel público.

Em 26 de fevereiro de 1999 é publicado o documento legal referente ao despacho de abertura do processo de instrução relativo à classificação do conjunto constituído pela Igreja e Mosteiro de Santo André de Ancede, pela Quinta do Mosteiro e pela Capela do Bom Despacho.

Em 26 de junho de 2003 é inaugurada a primeira fase das obras de recuperação e remodelação do Mosteiro, que contemplou intervenções no celeiro, adega e lagar, com tratamento de rebocos e pintura, estrutura e colocação de coberturas, colocação de redes de saneamento e águas.

A 1 de julho de 2011 é realizada a proposta da Direção Regional de Cultura do Norte para a classificação do conjunto constituído pela Igreja e Mosteiro de Ancede, Capela do Bom Despacho e Terreiro Fronteiro como Conjunto de Interesse Público, e, no mesmo ano, em 5 de dezembro, é publicitado o parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura  a propor a classificação como Monumento Nacional e fixação da respetiva Zona Especial de Proteção. Em 2013, o Mosteiro de Ancede é classificado como Monumento de Interesse Público.
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Saber mais
Bibliografia

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