Igreja do Salvador de Fervença - Rota do Românico
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Igreja de raiz românica, de cujo período e estilo subsiste apenas a capela-mor abobadada. Esta apresenta uma decoração com uma qualidade fora do comum para a região.

De facto, pode ser estabelecida uma comparação entre a ornamentação dos capitéis do arco triunfal, compostos por motivos vegetalistas e fitomórficos, com os da Igreja do Mosteiro de Ferreira (Paços de Ferreira).

Na capela cruzam-se várias influências, umas provenientes dos edifícios construídos na margem esquerda do rio Minho, com influência do estaleiro da Sé de Tui; outras oriundas do românico do eixo Braga-Rates, que teve maior impacto nas bacias do Tâmega e do Douro.

Os testemunhos existentes levam-nos ao segundo quartel do século XIII. No exterior é possível observar ainda os contrafortes que sustentam a abóbada de berço, já quebrada.

Nos seus fachadas laterais, as cornijas são sustentadas por cachorros, de decoração geométrica, e entre os quais destacamos um pipo, o motivo dos rolos ou uma composição feita com volutas.

A nave da Igreja resulta de uma reconstrução realizada na década de 1970 e que pode até ter aproveitado parte da primitiva construção românica.


Tipologia: Igreja

Classificação: Em vias de classificação

Percurso: Vale do Tâmega

1220 - O abade Mendo Dias e outras testemunhas afirmaram perante os inquiridores que a Igreja de Fervença não era do padroado régio;

1258 - Fernando Pais testemunhou perante os inquiridores régios que sabia de certas irregularidades sobre a posse da Igreja;

1320 - O Catálogo das Igrejas taxadas para auxiliar na Cruzada refere Fervença como do padroado de Santa Clara de Vila do Conde, tendo contribuído com 80 libras;

Século XVI - É referida como Sam Sallvador dAbadesa de Fervença, com 70 moradores;

1706 - Referida como vigararia que rendia 120 mil réis;

1758 - A paróquia de Fervença tinha 338 fogos e 995 pessoas;

1970 - Reconstrução da nave da Igreja;

2010 - Integração da Igreja do Salvador de Fervença na Rota do Românico.

Divino Salvador – 1º domingo de agosto

Por marcação

Sábado - 16h00; domingo - 8h00

Monumento acessível, total ou parcialmente, a visitantes com mobilidade reduzida.

+351 255 810 706

+351 918 116 488

visitasrr@valsousa.pt

Como chegar:

41,357702, -8,088237

Rua de Fervença, Fervença, Celorico de Basto, Braga

Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A7 (Póvoa de Varzim), da A24 (Chaves/Viseu) ou da A4 (Bragança/Matosinhos) siga na direção de Felgueiras pela A11 (Esposende/Marco de Canaveses). Saia no nó de Felgueiras (A42) da A11. Siga na direção de Moure e, depois de cruzar esta localidade, vire à esquerda para a estrada N101-4 em direção a Celorico de Basto.

A partir do Porto opte pela A3 (Valença), depois pela A41 CREP (Paços de Ferreira), A42 (Felgueiras) e, finalmente, pela A11 (Felgueiras). Saia no nó de Felgueiras e depois rume a Moure. Depois de cruzar esta localidade, vire à esquerda para a estrada N101-4 em direção a Celorico de Basto.

Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 CREP (Vila Real). Depois escolha a A42 (Felgueiras) e a A11 (Felgueiras). Nesta via saia no nó de Felgueiras e depois siga para Moure. Rume a Celorico de Basto pela estrada N101-4.

Se já se encontra na vila de Celorico de Basto, rume na direção do Castelo de Arnoia e, depois, continue pela estrada N101-4 em direção a Felgueiras.