Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro - Rota do Românico
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Santa Maria de Pombeiro foi um dos mais importantes mosteiros beneditinos do Entre-Douro-e-Minho, tendo sido fundado por D. Gomes Echiegues e sua mulher Gontroda, em 1102.

A Igreja [séculos XII-XIII] é composta por três naves, divididas por arcos-diafragma e com cobertura em madeira pintada, nas naves laterais. A planta original da capela-mor, reconstruída no século XVIII, era semicircular à boa maneira românica, assim como os absidíolos [capelas secundárias] ainda existentes. Os capitéis do portal principal são um notável exemplo de escultura românica.

Os dois túmulos com escultura faziam parte do núcleo funerário abrigado na desaparecida galilé, ligada à nobreza deste território, como os Sousas [ou Sousões] e os Ribavizela. Nos absidíolos existem dois temas de pintura mural: um alusivo, provavelmente, a São Brás e outro apresentando Santo Amaro e São Plácido.

A imagem da Padroeira, inserida no retábulo-mor [altar principal], possivelmente é uma obra de estilo gótico [séculos XIV-XV]. Bastante alterada nos séculos XVI a XIX, a Igreja do Mosteiro de Pombeiro recebeu um conjunto de talha de estilo rococó, no qual trabalhou o reputado Frei José de Santo António Ferreira Vilaça.


Tipologia: Mosteiro

Classificação: Monumento Nacional - 1910

Percurso: Vale do Sousa

1059 - Fundação do Mosteiro, segundo a tradição;

1099 - Mais antiga referência documental do Mosteiro;

1102 - D. Gomes Eciegas e sua mulher Gontroda assinam uma carta de doação a favor do Mosteiro;

1112 - É concedida a Carta de Couto ao Mosteiro de Pombeiro;

1199 - Data inscrita num silhar embutido, no lado da Epístola, junto da porta de acesso ao claustro. Trata-se de uma epígrafe de caráter funerário que remete para D. Gonçalo, um abade que teve um papel importante no Mosteiro de Pombeiro, fundando algo (“Qui Fundavit…”). Este epitáfio poderá indicar o arranque da fábrica românica de Pombeiro;

1252-1276 - Governo do Abade Rodrigo, tendo-se atingido nesses anos o auge arquitetónico da estrutura medieval do Mosteiro;

1427 - Início da governação por abades comendatários;

1526-1556 - Abaciado de D. António de Melo;

1500-1530 - Data aproximada do programa de pintura mural que revestia parte do interior da igreja. Desta campanha restam hoje alguns fragmentos, patentes nos absidíolos e também num arco desentaipado na parede da nave no lado sul;

1566 - É criada a Congregação dos Monges Negros de São Bento de Portugal;

1568 - As principais estruturas do Mosteiro de Pombeiro encontravam-se muito arruinadas. Só a igreja apresentava alguma nobilitação artística;

1569 - Em 14 de setembro, o Mosteiro é integrado na Congregação Beneditina;

1584 - Realiza-se em Pombeiro o 5.º Capítulo Geral da Congregação Beneditina;

1589 - Realiza-se uma visita ao edifício, por ordem de Filipe II, a qual conduz à reforma do Mosteiro de Pombeiro;

1589 - Frei Bernardo de Braga é eleito como abade trienal do Mosteiro de Pombeiro, iniciando-se com esta nomeação o sistema trienal de eleição dos abades;

1629 - Segundo a documentação, neste ano estavam já erguidas as torres da fachada;

1719 - Em março deste ano é lançada a primeira pedra da Capela de Santa Quitéria, que se ergueu sobre a Ermida de São Pedro, estando ela na dependência do Mosteiro de Pombeiro;

1719-1722 - Frei Bento da Ascenção inicia o processo modernização barroca do Mosteiro. Decorrem obras na fachada principal e também na cabeceira da igreja do Mosteiro;

Década de 1760 – Arranque das obras de beneficiação da igreja que lhe viriam a conferir um ambiente de gosto rococó;

1770-1773 – A capela-mor é totalmente reconstruída, sendo a máquina retabular correspondente ao altar-mor executada durante esses anos. De acordo com a documentação, em 1770 fazia-se a caixa do órgão para a igreja do Mosteiro, o qual estava na altura a ser concluído em Guimarães. Intervenção do artista Frei José de Santo António Ferreira Vilaça;

1776 – Continua a transformação da igreja. Os retábulos laterais são vendidos. Inicia-se a execução dos púlpitos, colocados frente a frente, na nave central da igreja, sendo esses terminados no ano seguinte;

1777-1780 – São colocadas novas estruturas no lugar dos retábulos antigos. Neste período executam-se mais dois retábulos laterais;

1783 – Já estava colocado o órgão da igreja do Mosteiro, o qual era então considerado como “hum dos melhores que tem a Ordem”, cuja construção é atribuída a D. Francisco António Solha (1758-1785), organeiro galego que viveu em Guimarães;

1809 – Em 13 de maio, deflagra no Mosteiro de Pombeiro um grande incêndio que viria a destruir grande parte da área da comunidade, apenas saindo ilesa da calamidade a igreja;

1819 – Neste ano, e na sequência da campanha iniciada após a catástrofe que atingira o Mosteiro anos antes, ocorrem obras de reconstrução da área da comunidade do Mosteiro: constrói-se a casa do Capítulo, a livraria, a hospedaria, as tulhas, entre outros. Compra de novo recheio para a sacristia;

1822 – Continuavam as obras no claustro, o qual nunca viria a ser concluído;

1834 – Início do processo da extinção das ordens religiosas em Portugal;

1910 – A 23 de junho, o Mosteiro de Pombeiro é classificado como Monumento Nacional;

1958-1987 – Durante estes anos decorrem obras, sob a orientação da DGEMN - Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, com vista ao restauro das várias componentes do conjunto, as quais incidiram sobretudo na igreja;

1993-2006 – Realização de trabalhos de reabilitação e recuperação de diversas estruturas, sob direção do IPPAR - Instituto Português do Património Arquitetónico;

1998 – Integração do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro na Rota do Românico do Vale do Sousa;

2009 – Abertura do Centro de Informação da Rota do Românico;

2015 – Trabalhos de conservação e restauro, no âmbito da Rota do Românico, do órgão de tubos localizado no coro-alto da Igreja, inativo há dois séculos; Elaboração e instalação no claustro, pelo Município de Felgueiras, de uma réplica da fonte setecentista (1702) que permaneceu no Mosteiro até 1896 e que atualmente se encontra nos jardins da Quinta da Boavista, em Castelo de Paiva;

2020-2021 – Trabalhos de conservação e restauro, promovidos pela Direção Regional de Cultura do Norte, de dois retábulos da nave (Nossa Senhora das Dores e Santo António) e reabilitação pontual do piso térreo da galeria do claustro, da rosácea e da torre da igreja;

2023 – A 29 de novembro, é inaugurado o Centro Interpretativo do Mosteiro de Pombeiro, nas instalações da antiga Sala do Recibo.

Santa Maria Maior – 15 de agosto

Aberto: quarta-feira a domingo, das 10h às 18h.

Encerrado: segundas-feiras; terças-feiras; 1 de janeiro; Domingo de Páscoa; 1 de maio; 29 de junho (feriado municipal); 25 de dezembro.

A entrada é facultada pelos serviços do Património Cultural, I.P., entidade à qual se encontra afeto o Mosteiro de Pombeiro.

Para marcação de visitas guiadas, contacte os serviços da Rota do Românico (Tel. 255 810 706 / 918 116 488 / visitasrr@valsousa.pt).

Domingo, feriados e dias santos – 09h00

Bilhete normal: 2€.

Desconto de 50%: visitantes com mais de 65 anos, Estudantes, Cartão Jovem, Família Numerosa (2 adultos + filhos), Bilhete Família (a partir de 4 elementos).

Entrada livre (mediante comprovação documental):
– Domingos e feriados (cidadãos residentes em território nacional);
– Crianças até aos 12 anos, inclusive;
– Desempregados residentes em Portugal e na União Europeia;
– Todos os cidadãos residentes em território nacional, no ano civil em que perfaçam 18 anos;
– Mobilidade reduzida (60%) portadoras de Atestado Multiusos de Incapacidade e 1 acompanhante;
– Estudantes do ensino profissional e superior nas áreas histórico-artísticas e de turismo, património e gestão cultural;
– Professores e alunos de qualquer grau de ensino, incluindo universidades, sénior, quando comprovadamente em visita de estudo e mediante marcação prévia pela escola e confirmada pelo Património Cultural, I.P. (enviar e-mail para: visitar@patrimoniocultural.gov.pt);
– Profissionais de Património Cultural (investigadores, conservadores, restauradores e profissionais de Museologia e/ou Património);
– Membros do ICOM, ICOMOS, APOM;
– Grupos de amigos dos museus e monumentos, instituições culturais;
– Grupos credenciados: IPSS, Autarquias, Outras Instituições;
– Jornalistas;
– Profissionais de turismo registados no RNAAT;
– Bombeiros voluntários;
– Antigos combatentes do ultramar e respetivas viúvas.

Alguns bilhetes poderão ser adquiridos na Bilheteira online do Património Cultural, I.P., entidade à qual se encontra afeto o Mosteiro de Pombeiro. Para mais informações, consulte aqui.

Centro Interpretativo do Mosteiro de Pombeiro, localizado junto à Receção do mesmo.

Monumento não acessível a visitantes com mobilidade reduzida.

+351 255 810 706

+351 918 116 488

visitasrr@valsousa.pt

Como chegar:

41,382566, -8,225727

Rua do Mosteiro, Pombeiro de Ribavizela, Felgueiras, Porto

Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A7 (Póvoa de Varzim), da A24 (Chaves/Viseu) ou da A4 (Bragança/Matosinhos) siga na direção de Felgueiras pela A11 (Esposende/Marco de Canaveses). Saia no nó de Felgueiras Oeste, seguindo depois as indicações da Rota do Românico/Mosteiro de Pombeiro até àquele Monumento Nacional.

A partir do Porto opte pela A3 (Valença), depois pela A41 CREP (Paços de Ferreira), A42 (Felgueiras) e, finalmente, pela A11 (Felgueiras). Saia no nó de Felgueiras e siga a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Pombeiro.

Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 CREP (Vila Real). Depois escolha a A42 (Felgueiras) e a A11 (Felgueiras). Nesta via saia no nó de Felgueiras, seguindo depois a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Pombeiro.

Se já se encontra na cidade de Felgueiras, siga na direção de Guimarães através da estrada N101, seguindo a sinalização da Rota do Românico até ao Mosteiro de Pombeiro.

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